Cubanos vão às urnas

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Eleições em Cuba

Mais de 7,2 milhões de cubanos foram às urnas nas eleições municipais de domingo (26/11), o que representa 82,05% daqueles que tinham direito ao voto, informou a Comissão Eleitoral Nacional de Cuba (CEN).

Campanha Financeira 3

A eleição na Ilha registrou dois opositores ao governo. São eles, o advogado e jornalista “independente” Hildebrand Chaviano, 65 anos, e o técnico em informática Yuniel López, 26, aparecendo na lista de candidatos de dois municípios. Serão eleitos 12.515 para as 168 Assembleias Municipais de todo o território. Dentre os eleitos, que são chamados de delegados, sairão os indicados aos candidatos a deputados para a Assembleia Nacional.

Em Cuba o voto não é obrigatório, e existe uma campanha forte na imprensa com adesão muito expressiva da população cubana, por esse sistema de escolha, inexiste a possibilidade de influência externa (países estrangeiros).

O candidato não precisa ser filiado a nenhum partido porque a regra básica é ele ser indicado pelos moradores do bairro onde mora, em assembleia popular, portanto, não há hipótese de candidato desconhecido, ser escolhido para disputar as eleições, que representam as primárias feitas a cada dois anos e servindo de processo preparatório das eleições para as assembleias provinciais e a Assembleia Nacional (Parlamento), estas previstas em 2018.

Então, os eleitos para Parlamento terão a missão de ratificar, no dia 24 de fevereiro de 2018, o nome do novo presidente do país.

Além do mais, os candidatos eleitos não têm salários ou qualquer adicional porque inexiste gasto financeiro na campanha, além do mais continuam trabalhando em seus locais e ganhando seus salários normalmente, apenas dispensados nos dias de reuniões.

Tal conjuntura significa representatividade real da sociedade e o risco zero de desvios de recursos, propinas, porque não há capital a construir corrupção.

O atual mandatário, Raúl Castro, já anunciou que não concorrerá às eleições, pondo fim a mais de 60 anos de governo dos irmãos Fidel e Raúl Castro.  De acordo com analistas, um forte candidato para assumir a Presidência é Miguel Díaz-Canel Bermudez, que atualmente é vice-presidente do Conselho de Estado e do Conselho de Ministros.

Essa foi a primeira eleição desde que o líder da Revolução Cubana Fidel Castro faleceu (25/11/2016).

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