Mais um “moralista” do impeachment acusado de corrupção

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Mais um "moralista" do impeachment acusado de corrupção

Mais um político que esteve diretamente envolvido e na linha de frente do golpe contra Dilma Rousseff está sendo investigado. Agora é a vez de Rogério Rosso (PSD-DF), deputado que presidiu a comissão do impeachment na Câmara dos Deputados. A Procuradoria Geral da República abriu inquérito contra o deputado, que é suspeito de receber propina desviada das obras do estádio de futebol Mané Garrincha, em Brasília.

Rascunho automático 67

A investigação diz respeito à Operação Panatenaico, que já colocou na prisão os ex-governadores do DF, Agnelo Queiroz e José Roberto Arruda e o ex-vice governador, Tadeu Filippelli.

Logicamente, sabemos que tais prisões e investigações são parte do golpe. Mesmo os políticos dos partidos de direita começam a sofrer as consequências da máquina política do Judiciário e da Polícia Federal, posta sob as orientações do imperialismo.

Rosso, braço direito de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), é um dos representantes do chamado “centrão” no Congresso, os deputados que servem como base de apoio de Temer e ao mesmo tempo representam setores menores da burguesia nacional, o que impõe pelas contradições de interesses uma série de dificuldades para a direita pró-imperialista seguir adiante com seus planos de ataques à população.

O fato, no entanto, revela o que já é óbvio desde o início: Dilma foi derrubada por uma corja de bandidos, corruptos e reacionários, inimigos do povo.

Eduardo Cunha, presidente da Câmara à época e principal articulador do golpe, está preso. Mas não são apenas esses casos: neste mais de um ano desde que Dilma foi derrubada, uma enorme quantidade de deputados e senadores que participaram de seu impeachment, votando pela “moral e pela honestidade”, está sendo investigada ou mesmo já foi condenada.

Enquanto isso, Dilma Rousseff permanece sem que nenhuma prova contra ela seja apresentada. Como foi dito na época, uma mulher foi derrubada por 400 canalhas, que fizeram valer mais do que o voto de 54 milhões de brasileiros.

Neste meio tempo, deputados foram indiciados, outros foram presos, e muitos tiveram seus nomes relacionados em listas de denúncias, como a de Janot e da Odebrecht.

Houve até mesmo o caso emblemático da deputada Raquel Muniz (PSD-MG), que votou sim citando o nome de seu marido, Ruy Muniz, prefeito de Montes Claros (MG), preso no dia seguinte à votação pela Polícia Federal, acusado de favorecimento de empresas particulares de saúde, ligadas à sua família. Meses depois, Raquel também foi alvo de inquérito por lavagem de dinheiro.

Por fim, nunca é demais lembrar da confissão do operador financeiro Lúcio Funaro que afirmou ter enviado R$ 1 milhão para Cunha comprar os votos do impeachment.

Tudo isso deixa claro o golpe, deixa que claro que a vítima foi Dilma Rousseff e o povo brasileiro. É preciso lutar contra o impeachment e derrotar todos os golpistas, que derrubaram uma presidenta sem nenhuma prova para impor ao povo a completa destruição de seus direitos.

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