Golpistas acabam com o “Ciência sem Fronteiras”

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O número de intercâmbios entre alunos de graduação das universidades públicas brasileira foi drasticamente reduzido com fim do programa Ciência sem Fronteiras, do governo Federal. Como fim da ajuda do MEC, desde de julho de 2016 e em meio ao golpe de Estado, que implementou a PEC 241, que limitam os gastos públicos durante 20 anos, as instituições de ensino federais e estaduais reduziram em até 99% o número de alunos enviados ao exterior.

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O caso da Universidade Federal do ABC, do Estado de São Paulo, onde só três bolsas foram concedidas no ano passado, ante 551 em 2014, 99,4% a menos, é bastante emblemático, pois demonstra a política do governo golpista para a educação.

Em um momento em que os golpistas falam abertamente da privatização do ensino superior no País, como o deputado federal golpista Nelson Marquezelly (PTB-SP) “quem não tem dinheiro não estuda”, porque o governo não deve gastar com o ensino superior; “Nós vamos deixar (o investimento) no ensino fundamental. E quem pode pagar (universidade), tem que pagar”; a idéia dos golpistas é o sucateamento e a privatização de todo ensino público no País.

Segundo o ex ministro da educação do governo Dilma, Aluízio Mercadante, “Eles sempre atribuíram os desmontes que vêm realizando na educação ao fato de supostamente terem encontrado o MEC quebrado, em razão do contingenciamento provisório de R$ 4,2 bilhões que fizemos em março de 2016, enquanto aguardávamos a votação da alteração da meta do superávit. Pois bem. Depois do golpe, quando o Congresso finalmente alterou a meta, este valor foi reintegrado ao orçamento do MEC, como havíamos planejado.

Agora, eles anunciam um bloqueio dos mesmos R$ 4,2 bilhões no orçamento do ministério. Ou eles mentiram antes ou estão, agora, quebrando o MEC de vez, isto depois de já terem acabado com o Pronatec, terem cortado o Fies e terem suspendido toda expansão das Universidades Públicas.

Quando denunciamos o fim do Ciência Sem Fronteiras, falaram também que só queríamos criar pânico nos estudantes. Agora, confirmam o desmonte do programa. Mais uma vez, a sociedade paga pelos retrocessos e desmandos na educação. Sofrem, principalmente, os mais pobres que, em razão da renda, dificilmente terão a oportunidade de estudar no exterior, como faziam com o suporte do Ciência Sem Fronteiras. Dos alunos que participaram do Ciência Sem Fronteiras, 26,4% são negros; 25% são jovens de famílias com renda até três salários mínimos; e mais da metade são de famílias com renda de até seis salários mínimos. Nunca tiveram essa oportunidade”.

Os planos dos golpistas para a população pobre do país é o pior possível, nunca houve na história do Brasil, ataque como o atual, que vai levar a classe trabalhadora a uma situação de miséria profunda.

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