A crise e a instabilidade política se tornaram a norma para todo o Oriente Médio

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A vitória da Síria e o golpe na Arábia Saudita representa a desestabilização do Oriente Médio

O imperialismo atravessa uma crise muito grande, e sua divisão interna no imperialismo norte-americano agrava as contradições políticas para a dominação mundial. Uma situação que prova esse fato é a vitória extremamente importante e extraordinária na Síria do governo de Bashar al-Assad, apoiado pelos russos e iranianos, contra os Estados Unidos, e, por último, e também muito importante, o golpe de Estado na Arábia Saudita.

Não há dúvidas de que os poucos lugares que se mantinham estáveis na região estão agora imersos em incerteza, assim como o controle imperialista da região, no que talvez seja seu pior momento. O golpe realizado pelo príncipe na Arábia Saudita foi acompanhado de um segundo golpe, que ocorreu no mesmo momento no Líbano.

O Primeiro Ministro libanês foi até a capital da Arábia Saudita, Riade, para se reunir com as autoridades locais para, de lá, comunicar sua renúncia ao cargo e acusar o Hezbollah de estar dominando o País, quer dizer, praticamente fazer uma declaração de guerra contra o Líbano. Em seguida, não se sabe direito quem foi o responsável, mas forças rebeldes no Iêmen lançaram um míssil contra a capital saudita. Em resposta, os sauditas afirmaram que isso é um ato de guerra do Irã contra a Arábia Saudita, e, em ato contínuo, declararam publicamente que todos os cidadãos sauditas devem sair do Líbano.

A mesma ação tomou o Kuwait e os Emirados Árabes Unidos, que solicitaram a seus cidadãos que abandonem o Líbano, praticamente informando que esperam uma ação militar iminente contra o Hezbollah e o País, principalmente após a vitória na Síria, onde o grupo desempenhou papel muito grande. É possível ainda que se forme uma aliança militar entre Israel, Arábia Saudita e outros países para atacar o Hezbollah no Líbano. Desta vez, haveria uma aliança entre os sunitas e os cristãos contra os xiitas, situação que pode dar lugar a uma guerra generalizada naquela região onde se encontra a Síria, o Iraque, a Jordânia, ou seja, uma concreta desestabilização do panorama político, próxima a acontecer.

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O status quo, o equilíbrio de poderes que surgiu após a segunda guerra mundial, além da consolidação do mapa político, tudo está completamente destruído. Iniciou-se com a revolução iraniana de 1979, que desequilibrou definitivamente todo o mapa político, em que tudo caiu, como num efeito dominó, até atingir o coração do problema, que é o maior, mais rico e mais armado país da região, a Arábia Saudita, que sempre foi fator fundamental da estabilidade.

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