Milhares de pessoas estiveram presentes em Brasília, contra o impeachment e o golpe militar

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A Esplanada dos Ministérios foi ocupada novamente por militantes de todas as regiões do País neste dia 11 de outubro no 2º Ato Nacional pela Anulação do impeachment. As atividades do ato começaram por volta das 11h. As delegações dos Estados trouxeram apresentações teatrais, músicos e após essas atividades culturais, as intervenções começaram.

Militantes de dezenas de lugares falaram

Falaram sobre a ação popular, o abaixo assinado pela anulação do impeachment, sobre os comitês em seus locais, sobre a luta sendo travada no interior das organizações de massas, como a CUT, para mobilizar para o ato acontecido, os informes eram numerosos e diversos, mas mantinham o mesmo tom de quem tem feito campanha, por pessoas que passaram os últimos meses em campanha, nas ruas. O ato em si era composto de representantes do movimento contra o golpe, como  delegados que vão a um Congresso, os representantes desse movimento, organizado pelos comitês contra o golpe eram mais de 1.000 pessoas, de todo o País, os responsáveis pela coleta de mais de 150 mil assinaturas e os responsáveis por realizar esta passeata nacional, que é o maior acontecimento do movimento operário nos últimos meses.

O debate

Estiveram presentes à mesa os deputados federais Paulo Pimenta, Paulo Teixeira, Wadih Damous, Erika Kokay, uma das principais lideranças do Comitê Contra o golpe de São Paulo, Edva Aguilar, a presidenta do maior sindicato do País, o sindicato dos professores de São Paulo, APEOESP, Bebel. Uma companheira representando o Comitê Volta Dilma do Rio de Janeira também esteve presente na mesa.

O companheiro Antônio Carlos Silva, membro do Comitê Central do Partido da Causa Operária (PCO), e o presidente do Partido, Rui Costa Pimenta, também estiveram presentes.

Antes que se iniciassem as falas, foi reproduzida uma gravação feita pela presidenta Dilma em apoio ao ato, a campanha pela anulação do golpe  perpetrado contra ela.

Destacaram-se as falas do Deputado Paulo Pimenta contra o imperialismo internacional, os ataques à amazônia, assim como Kokay.

O presidente do PCO em sua fala ressaltou o caráter representativo deste movimento, dizendo que a presença dos que lá estavam era representante de todo o movimento contra o golpe. Saudou os companheiros que de longe vieram, em quanto ele falava continuavam a chegar ônibus. Teceu duras críticas à política existente, que se propõe a esperar 2018 para uma solução para a crise nacional, nas palavras do comunista “Em 2018, se tiver eleições, cada um vote em quem quiser, mas não dá para esperar, a crise do País é agora.”

Declarou que o movimento é muito importante justamente por ser um movimento com um programa correto, de defender a anulação do ato principal do golpe, o impeachment de Dilma, disse ele  “Esse ato expressa a vontade de milhares de pessoas conscientes que buscam o caminho da luta contra o golpe.”.

A passeata

Após as falas dos convidados, o bloco foi às ruas em direção ao Supremo Tribunal Federal, quebrando um jejum de manifestações contra os poderes golpistas, pois nem Temer e nem o Congresso foram poupados pelos manifestantes em suas falas. A passeata foi documentada e sua filmagem pode ser encontrada no Diário Causa Operária Online, www.causaoperaria.org.br, ao chegar ao Tribunal, os manifestantes lá permaneceram por um certo tempo e depois prepararam sua volta, cada delegação para seu Estado.

Rascunho automático 67

Não foi feito um balanço formal, mas estava claro que os presentes entendiam o ato como um sucesso, uma manifestante entrevistada pelo Jornal Causa Operária disse, ao ser perguntada se este movimento ganharia um caráter de massa: Já está ganhando, somos várias vezes maiores que em junho [1º ato nacional pela anulação do impeachment].

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