A globalização a um passo de tirar a Argentina da Copa de 2018

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Depois de 17 sofridas rodadas a seleção argentina de futebol passou por um dos seus maiores pesadelos futebolísticos. Após finalizada a 17ª rodada que teve os seguintes resultados:  Bolívia 0 x 0 Brasil; Venezuela 0 x 0 Uruguai; Colômbia 1 x 2 Paraguai; Chile 2 x 1 Equador e Argentina 0 x 0 Peru, o selecionado argentino comandado por Messi correu o sério risco de ficar de fora da Copa do Mundo da Rússia em 2018.

Rascunho automático 67

Para que isto não ocorresse a única saída era vencer a seleção equatoriana de futebol fora de casa, nesta terça feira. Ostentando apenas a 6ª colocação na tabela de classificação, os argentinos passaram muito perto de um fracasso colossal.

Mas tal situação tem um principal responsável que não é nenhum técnico, afinal três já passaram pelo selecionado dos hermanos, sendo o atual o chileno Sanpaoli. O grande responsável pelo fiasco argentino é a destruição do futebol argentino pela exportação de seus craques há mais de década para atuar no futebol do estrangeiro, principalmente no europeu. De todos os convocados para a campanha argentina nestas eliminatórias do futebol sul americano, mais de 80% dos jogadores atuam no exterior. De acordo com a última convocação, isto é muito claro, dos 27 convocados, 22 jogadores atuam fora da Argentina, veja abaixo:

Goleiros: Romero (Machester United), Guzmán (Tigres) e Geróimo Rulli (Real Sociedad) .

Defensores: Mascherano (Barcelona), Fazio (Roma), Otamendi (Manchester City), Mercado (Sevilla), Pareja (Sevilla), Javier Pinola (River Plate) e Fabricio Bustos (Independiente)

Meias: Banega (Sevilla), Biglia (Milan), Augusto Fernández (Atlético de Madrid), Paredes (Zenit), Pizarro (Sevilla), Di María (PSG), Acuña (Racing/ARG), Pastore (PSG), Lanzini (West Ham) e Salvio (Benfica)

Atacantes: Messi (Barcelona), Dybala (Juventus), Icardi (Internazionale), Joaquín Correa (Sevilla), Agüero (Manchester City), Darío Benedetto (Boca Juniors) e Lautaro Acosta (Independiente)

O negócio global do futebol é dominado pelo monopólio de umas poucas empresas com nomes de marcas também globais , com um pequeno número de  grandes clubes localizados em poucos países da Europa, que competem entre si tanto nas ligas nacionais quanto, preferivelmente, nas internacionais. Estas potências capitalistas do futebol recrutam jogadores de todo o mundo, em especial do futebol sul-americano onde sempre despontaram Brasil e Argentina.

O domínio do imperialismo provocou um considerável enfraquecimento da posição de todos aqueles clubes que não estão no circuito das superligas internacionais e dos supertorneios e em especial nos clubes dos países exportadores de jogadores como o Brasil e da Argentina .

Outro efeito desta destruição do futebol é o ataque da identidade nacional destes países, em especial da Argentina, que é notório, apesar de contar com grandes jogadores perdeu demais aquela famosa garra, catimba, provocação, ou seja, perdeu àquela gana de ganhar, que era duramente percebida por todas as seleções e clubes de outros países que sempre enfrentaram e na maioria das vezes perderam para os argentinos, seja em seus domínios ou mesmo fora.

Um dos componentes responsáveis por esta tragédia do esporte mundial é o imperialismo econômico, que destrói as raízes culturais de vários povos pelo mundo afora e que está destruindo o futebol sulamericano, e neste momento o grande futebol argentino de craques como Di Stéfano, Passarela, Diego Armando Maradona e Lionel Messi.

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