Em um ano, acidentes e doenças ocupacionais crescem nas fábricas

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A pesquisa divulgada pelo IBGE no mês de junho mostra que o abate de bovinos, suínos e de frangos cresceu no 1º trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2016, bem como, o número de acidentes.

Rascunho automático 67

A situação dos frigoríficos é das piores em nosso país, em se tratando de acidentes, e doenças ocupacionais. O manuseio de facas, a exigência dos patrões sobre produção, o peso acima de qualquer condição física faz com que o país seja, de longe, o recordista de acidentes no ramo industrial.

O maior índice dos acidentes são cortes nas mãos, punhos, atrofias de nervos dos braços, ombros, colunas vertebrais, doenças relacionadas à temperatur, queda em decorrência de pisos escorregadios, falta de proteção nas máquinas, como moedores, por exemplo, que acarretam em quedas onde são triturados braços, pernas e corpos inteiros, e um número extraordinário de mortes.

Não há nenhuma preocupação com as condições de trabalho e saúde dos trabalhadores, os acidentes, bem como, as doenças ocupacionais, são totalmente ignoradas pelos patrões, que não fornecem equipamentos e proteção aos funcionários, exigem que os funcionários trabalhem doentes e ainda com cargas horárias que ultrapassam às 12, 13, 14 ou mais horas por dia, desrespeitando completamente a legislação que estipula 8 horas diárias somente.

O único interesse dos patrões é manter e aumentar a produção a qualquer custo, nas piores condições possíveis. O aumento do número de abates resulta também em maior número de trabalhadores destruídos da sua condição física e mental, o que os tornam inválidos em no máximo cinco anos. Com as reformas trabalhista e previdenciária a situação vai piorar ainda mais, pois não haverá garantias para o trabalhador, nem limites para os patrões.

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