Greve dos correios: o cinismo dos que traíram a greve e cantaram vitória

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Durante a campanha salarial desse ano, a burocracia sindical dos Correios ameaçou os trabalhadores de que se não tivesse luta o plano de saúde seria destruído pelo governo golpista.

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Milhares de trabalhadores entraram em greve.

Somente as bases sindicais da “federação fantasma” (Findect), controlada pelos sindicalistas traidores de SP, RJ, TO, MA e Bauru, ligados ao PCdoB e PMDB não aderiram a greve.

Para garantir que essas bases não entrassem em greve, a direção da ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos) apresentou um reajuste salarial de 3% a partir de janeiro de 2018, e entrega do plano de saúde nas mãos do TST, após o acordo coletivo.

Diante da manobra da ECT com a “federação fantasma”, os sindicalistas da Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios) que estavam em greve chamaram os trabalhadores das bases sindicais da Findect recusarem a proposta e aderirem ao movimento nacional. Os trabalhadores de SP e RJ lotaram as assembleias e impediram que os sindicalistas traidores de SP e RJ aprovassem a proposta.

Passados 7 dias da reprovação da proposta, por ser rebaixada e ameaçar o plano de saúde da categoria, os mesmos sindicalistas que condenavam a proposta de 3%, não só aceitaram uma proposta menor, de 2.07%, com a mesma ameaça ao plano de saúde e desconto dos dias de greve apresentada pelo golpista ministro do TST (Tribunal Superior do Trabalho), como saíram cantando vitória da greve.

O cinismo das direções sindicais dos Correios, principalmente o grupo do Bando dos Quatro (PT, PCdoB , PSTU e Sintect-MG) que aprovaram o acordo, leva em consideração em primeiro lugar a ideia de que o trabalhador não sabe fazer conta. Ou seja, que os míseros 2.07% são menores que 3%, mesmo que os 2.07% seja concedido pela ECT 4 meses antes.

Segundo, que o acordo permitiu uma manobra pelega para favorecer a “federação fantasma”, já que somente os grevistas que entraram primeiro na greve terão os dias descontados, enquanto a federação patronal dos sindicatos de SP, RJ, TO e MA poderá compensar os 8 dias de greve que realizaram aos sábados. O desconto da greve nos salários dos grevistas é muito maior que um ano de reajuste de 2.07%.

Terceiro, o cinismo das direções sindicais leva em consideração também que a categoria não tem experiência com o golpista TST (Tribunal Superior do Trabalho), que a serviço da direção da ECT e do governo golpista de Temer, após a assinatura do novo acordo de trabalho, irá arbitrar mensalidades no plano de saúde da categoria, o que significará um prejuízo de mais de R$ 1.000,00 (mil reais) nos salários de cada trabalhador da ECT, abrindo as portas para a privatização da empresa, já que o plano de saúde é o grande obstáculo para colocar a venda nas bolsas de valores as ações da ECT.

Por último, como pode um acordo ser bom para o trabalhador se o presidente golpista da ECT, o direitista Guilherme Campos foi o primeiro a concordar com a proposta?

Por isso, o acordo proposto pelo TST/ECT aos trabalhadores dos Correios, que já tinha sido reprovado pelos trabalhadores deveria ser repudiado e jamais aprovado, quanto mais comemorado. Somente sendo muito cínico e “cara de pau” é possível dizer que uma derrota desse tamanho é uma vitória da categoria dos Correios.

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