O Sol não pode ser tapado com a peneira: a greve dos Correios foi uma derrota

Compartilhar:

A greve dos Correios terminou com todos os sindicalistas falando em vitória, até os sindicalistas que não aprovaram o acordo, como o sindicato dos trabalhadores dos Correios de Campinas e região, apresentou o balanço da greve como uma vitória da categoria que mostrou sua “força”.

Rascunho automático 67

Já os sindicalistas do “Bando dos Quatro” (PT, PCdoB, PSTU e diretoria do Sintect-MG) que aprovaram o acordo do TST (Tribunal Superior do Trabalho) venderam a miragem de que a categoria conseguiu vencer a política de privatização da direção golpista da ECT e as manobras do TST.

A vitória dos trabalhadores dos Correios que o Bando dos Quatro propaga teria sido a aprovação de um acordo, depois de 17 dias de greve, de um miserável reajuste de 2.07%, colocando o principal benefício da categoria que é o plano de saúde para fora do acordo, pois será definido pelo golpista ministro Emmanoel Pereira vice-presidentes do TST (Tribunal Superior do Trabalho) após a assinatura do acordo. e ainda com os dias de greve descontados (no mínimo 9 dias), com o que os trabalhadores terão descontos de mais de 10 vezes do que o valor do reajuste de um mês.

Com esse acordo é difícil achar aí algum ganho para comemorar.

O reajuste é o índice da inflação, que está expurgada, diante do real aumento dos produtos de alimento, vestuário, transporte etc.

A greve será punida com descontos, que somando dará muito mais do que os 2.07% promoverá para categoria em um ano de trabalho.

E o plano de saúde, continuou na mesma, quando a greve começou, ou seja, ameaçado pela vontade do TST, que decidirá sobre o plano após a assinatura do acordo, ou seja, quando os trabalhadores não estiverem mais em luta e desarmados para combater o ataque da ECT e TST ao Plano.

Aliás, o ministro golpista do TST já anunciou que pretende encerrar o atual plano de saúde dos Correios e estabelecer mensalidades no plano de saúde, aos moldes dos plano particulares de mercado.

 

O Plano de saúde atual dos Correios é o principal obstáculos para que os golpistas coloquem em marcha a política de privatização da ECT.

Por isso, a capitulação das direções sindicais em aceitar que o plano de saúde possa ser atacado pelo TST e pela direção golpista da ECT é deixar que os golpistas avancem na política de privatização.

O que demonstra que a proposta não foi boa, é que a direção da ECT e o TST comemorou o acordo muito mais que as direções sindicais.

A direção golpista dos Correios, no dia seguinte a audiência de “conciliação” do TST já tinha impresso o seu boletim interno “primeira hora”, dizendo que a proposta era boa para os trabalhadores e que a ela já havia aceitado, ou seja, o golpistas ministros do planejamento e das comunicações concordaram com a proposta, e nem falar no golpista Michel Temer.

Não dá para esconder que a proposta só agrada os patrões, os golpista do governo Temer, e portanto faz parte do processo de ataque aos trabalhadores dos Correios para promover a privatização.

A burocracia sindical dos Correios que se agrupou em torno do Bando dos Quatro, estão tentando esconder a traição, mas é uma tarefa inútil, já que o bolso do trabalhador dos Correios faz qualquer análise otimista parecer chacota, já que o salário praticamente não modificou e ainda está prestes a receber a informação de que seu plano de saúde a partir do ano que vem será cobrado mensalidades.

A derrota nessa greve também tem o caráter de enfraquecer a luta da categoria para a luta contra a privatização, que só pode ser revertido através da composição de uma nova direção sindical, aonde é necessário colocar como questão central, a unidade da categoria com demais trabalhadores no país contra o golpe de estado e derrubada de todos os golpistas.

 

artigo Anterior

Por que lutar pela anulação do impeachment?

Próximo artigo

A reboque do PSTU, sindicalistas dos correios tem medo de enfrentar o golpe

Leia mais

Deixe uma resposta