Sesi ordena invasão da polícia à escola da entidade durante aulas

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Professores, funcionários e alunos do Sesi, da unidade Vila Leopoldina, foram surpreendidos no último dia 15 de setembro, com uma absurda ação policial nas dependências da unidade escolar na zona oeste de São Paulo.

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Revoltados com a situação, professores e funcionários denunciaram ao sindicato da categoria, o Sinpro-SP, o abuso e a repressão policial.

A denúncia relata que dois policiais civis armados (um deles com uma metralhadora) invadiram os corredores escolares em pleno horário de aula do Ensino Médio, no período da tarde, com a alegação de investigar o uso de entorpecentes por jovens. Situação que professores e direção escolar já estavam em conversas com pais, para procurar uma saída pedagógica para a situação. No entanto, sob o pretexto de coibir o problema do uso de entorpecente por parte de alguns alunos, tais policiais causaram temor e repulsa, por tamanha demonstração de força, dentro da unidade.

Circularam dentro da escola com autorização da direção escolar e da direção geral do Centro de Atividades, que esconderam a ação dos professores mostrando com isso a ligação profunda da direção da entidade, com os militares, não somente com a polícia, mas principalmente com o exército. Não é segredo para nenhum dos funcionários que trabalham na Sede da Fiesp, na avenida Paulista, as constantes reuniões entre a direçao dos empresários de São Paulo  e até generais da linha de frente do exército brasileiro.

Os professores da unidade fizeram questão de esclarecer que suas preocupações residem na preservação de uma relação de confiança entre toda a comunidade escolar em especial com os alunos, para que através de convívio harmônico as atividades pedagógicas possam ser  proveitosas e estimulantes para todos e que tais ameaças, situações de constrangimento, invasão do espaço escolar por terceiros só prejudicam a escola e os que nela trabalham.

Como verdadeiros educadores, os professores da unidade reforçaram que todos têm por direito a sua chance de melhorar como seres humanos, seja por meio do conhecimento, seja em razão das experiências acumuladas com as diferenças e que no dia-a-dia que entre professores, funcionários e alunos não há bandidos, proscritos ou incapazes. Há apenas alunos, professores e funcionários buscando o seu melhor.

Apesar do ataque, a mobilização dos companheiros professores da escola do Sesi Vila Leopoldina, deve e tem que servir de exemplo para os professores da Rede Sesi em todo o Estado. Exemplo de não abaixar a cabeça para os exploradores, pois o direito de resistir ainda está garantido na constituição brasileira e para além disso enfrentar o golpe de Estado, que desde o final de 2016, início de 2017 já fez se sentir dentro da instituição golpista, que é a Fiesp. Fora a Polícia das escolas! Abaixo o golpe!

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