Sindicato dos trabalhadores dos Correios de MG é o novo integrante do “Bando dos Quatro”

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A greve dos trabalhadores dos Correios, que terminou nesta sexta-feira (07-10) com a aceitação do pior acordo da categoria pelos sindicalistas do Bando dos Quatro, criou uma estranheza em muitos ativistas do movimento, ao saberem que o Sintect-MG (Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de Minas Gerais) teria aceito o acordo, e pior saiu defendendo o acordo da entrega do plano de saúde como sendo um acordo maravilhoso e vitorioso.

Rascunho automático 67

Para entender a guinada  dos sindicalistas mineiros, liderado por Pedro Paulo de Abreu, vulgo Pepe, ao peleguismo, assinando o acordo com o Bando dos Quatro é necessário contar o desenvolvimento das relações desses sindicalistas com a ADCAP (Associação dos Administradores Postais).

O Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de Minas Gerais, desde a sua fundação, sob a coordenação política do Partido da Causa Operária era considerado como sendo o sindicato mais combativo da categoria.

Nunca aceitava as migalhas da direção da ECT (Empresa Brasileira dos Correios e Telégrafos), sempre era o último a sair das greves, e o único a denunciar a burocracia sindical traidora da Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios).

Quando a direção da ECT ressuscitou a “federação fantasma” (Findect), através dos sindicalistas traidores do PCdoB  de SP e RJ, e o pelego de Bauru, do PMDB, o Sintect-MG incentivava a categoria de minas gerais a ir fazer oposição nas bases destes sindicatos, em contrapartida, a direção da ECT utilizava o mesmo PCdoB para organizar uma oposição pelega, com traidores como Teixeirinha, Orozimbo etc para tomar o sindicato da categoria, e tirá-lo do caminho das lutas.

No entanto, depois da categoria, sob a coordenação política do PCO, derrotar todas as iniciativas da direção da ECT com os pelegos do PCdoB de tomar o sindicato, em 2014 o presidente do sindicato, Pedro Paulo de Abreu Pinheiro, se afastou do Partido da Causa Operária e se aproximou da ADCAP, apoiando em duas oportunidades os “chefes” da ADCAP nas eleições do Postalis (Fundo de Pensão Complementar dos Trabalhadores dos Correios).

Em 2015, no Congresso da Fentect, mesmo sabendo que as delegações do PT, PSTU eram fruto de assembleias fraudadas, os sindicalistas de Minas Gerais, sob a liderança de Pedro Paulo, avalizou o Congresso, a eleição dos pelegos Talibã e Geraldinho do PSTU, se opondo a política do PCO de denunciar o Congresso e suspendê-lo para realizar um novo Congresso sem as delegações fraudadas.

A partir daí, os sindicalistas de Minas Gerais, inciaram uma aproximação do Bando dos Quatro (PT, PCdoB, PSTU e PSol), defendendo a unidade dos pelegos, entre Fentect e “federação fantasma” nas campanhas salariais de 2015 e 2016.

Essa unidade possibilitou que a direção da ECT junto com os sindicalistas do PCdoB, que antes investia na oposição em Minas Gerais, tirasse o time de campo, a ponto de não ter havido a montagem de chapa nas eleições da diretoria do Sintect-MG no ano de 2016.

A unidade dos pelegos deu tão certo que as duas campanhas salariais foram derrotadas pelos sindicalistas da “federação fantasma”, sendo acompanhadas pelos sindicalistas do Bando dos Quatro que fazem parte da Fentect.

Já em 2017, os sindicalistas de Minas Gerais que se apresentavam como oposição ao Bando dos Quatro, aceitou no Conrep (Conselho de Representantes) da Fentect todas as propostas rebaixadas e pelegas da burocracia sindical, como por exemplo não realizar assembleia nas bases da federação fantasma.

Para concluir sua adesão ao Bando dos Quatro, os sindicalistas de Minas Gerais aceitaram a proposta miserável do TST/ECT, depois de 17 dias de greve, que praticamente entrega o plano de saúde da categoria.

Tiveram a mesma posição dos sindicalistas do PT, PCdoB e PSTU de que a proposta era uma vitória para categoria, mesmo os trabalhadores tendo que compensar oito dias de greve e praticamente terão o desconto no salário dos demais 8 dias da greve.

Para combater o novo Bando dos Quatro, que agora é composto pelos maiores sindicatos da categoria: Sintect-SP, Sintect-RJ e Sintect-MG, os trabalhadores precisam reorganizar a oposição com uma politica bem definida contra a “federação fantasma”.

A federação fantasma é o patrão, não existe acordo com o patrão, a não ser derrubá-lo do controle desses sindicatos. Quem quer derrubá-lo não propõe unidade com o patrão.

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