Reitores da UFG e da PUC-GO aprovam polícia militar no campus

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Reitores da Universidade Federal de Goiás (UFG) e da Pontifícia Universidade Católica (PUC-GO) se reuniram, nessa sexta-feira, 29, com o Comandante Geral da Polícia Militar e com o Comandante do Policiamento da Capital para discutir a possibilidade de monitoramento militar dentro dos espaços universitários, em Goiânia (GO).

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Anteriormente, em 31 de agosto, foi determinada entre os reitores da UFG e da PUC-GO, juntamente com os comandantes da PM, a instalação de base da Polícia Militar na Praça Universitária, local que fica entre os dois principais centros universitários da capital.

Agora, em 29 de setembro, discutiu-se a possibilidade de policiamento no segundo câmpus da UFG (Câmpus Samambaia), com presença militar dentro e no entorno do local. Além disso, foi levantada a questão de videomonitoramento do espaço pela PM.

A justificativa dos reitores consiste em reforçar a segurança do local; porém, é preciso esclarecer que essa questão apenas encobre a repressão do governo dentro das universidades, tradicionais centros de mobilização contra o regime. A direita busca meias palavras para impor gradualmente um ataque, até o momento em que, quando todos se derem conta, se consolidar uma verdadeira repressão policial na região.

O espaço é dos estudantes, portanto não é admissível que se aceite a presença policial num ambiente de concentração universitária. Isso trará somente o controle intensificado sobre o movimento estudantil, tão perseguido e desarticulado pelo aparato repressivo do Estado.

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