“Negros não podem entrar”, ordena gerente de boate

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Uma ex-funcionária da casa noturna Villa Mix localizada em SP, denunciou que era obrigada a selecionar os freqüentadores da boate. As pessoas eram “escolhidas” para que pudessem entrar.

Rascunho automático 67

Se a pessoa fosse negra, gorda, estivesse “mal vestida”, fosse considerada “feia” pelos padrões de beleza estabelecidos era barrada na porta. Independente de possuir poder aquisitivo ou não o que importava era a aparência da pessoa. Pois a seleção dos freqüentadores era feita de maneira bem rigorosa, através de uma lista que enquadrava as pessoas em determinados perfis. Apenas era autorizada a entradas de negros se estes fossem famosos.

A ex funcionária cansada de ter que fazer esse tipo de abordagem com os frequentadores, resolveu denunciar o racismo escancarado que ocorria na  casa noturna. Sendo ela, negra, dizia-se sentir na pele e constrangida por ter que participar da discriminação que as pessoas sofriam. Ela também era explorada, pois não tinha nenhum direito trabalhista garantido, trabalhando de forma ilegal, sem carteira assinada.

Quando a ex funcionária descumpria as ordens e liberava a entrada de alguém que não estava enquadrado nos padrões estabelecidos pela casa noturna ela era afastada do serviço temporariamente sem qualquer justificativa.

Com a denúncia da ex funcionária, a casa noturna terá que pagar a ela cerca de R$ 60 mil reais por danos morais. Além de estar sendo investigada pelo MP por outros constrangimentos causados em outros frequentadores que sofreram esse tipo de seleção abusiva.

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