O “patriota” Mourão defende a venda da Amazônia, o extermínio dos povos indígenas e o fim da cultura negra

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O General fascista do exército Antônio Hamilton Mourão em seu pronunciamento em Brasília na loja maçônica defendeu muito mais do que a intervenção militar no Brasil. A palestra também foi uma oportunidade para o cão raivoso dos militares defender abertamente a perseguição de negros e indígenas como solução para a cultura brasileira.

Segundo o general fascista é preciso fazer uma reforma cultural para acabar com a indolência dos índios e a malemolência dos negros que seria uma herança cultural que perdura até os dias de hoje.

Nas palavras de Mourão, “Carregamos dentro de cada um uma herança cultural tripla: a herança ibérica, do privilégio, todo mundo quer se dar bem; a herança indígena, da indolência e a herança africana, que é a da magia, que tudo vai dar certo (…) Temos que romper este ciclo”. Uma declaração digna do partido nazista em sua defesa do povo ariano.

Traduzindo em bom português será preciso aumentar a perseguição e repressão às comunidades pobres que em sua maioria é composta de negros e mestiços e ainda, exterminar os índios que ainda luta pela sobrevivência no Brasil.

O general fascista defendeu também abertamente a venda total da Amazônia o que deixa absolutamente claro que os militares golpistas são tão ou mais entreguistas que o atual governo Temer. Por detrás da falácia de defensores da pátria estão interessados em entregar todo o patrimônio e riquezas brasileiras para os capitalistas estrangeiros. São tão mascotes do imperialismo quanto Temer.

Já a declaração contra os índios e os negros não passa da defesa aberta de uma política para implantar novamente a escravidão no Brasil com o aumento exponencial da repressão a negros e índios com a fachada de “Reforma Cultural” para garantir uma política econômica neoliberal de entrega total das riquezas nacionais sem nenhuma oposição.

A única força capaz de deter o golpe militar em curso no Brasil é o conjunto da classe trabalhadora organizada em grandes manifestações de massa, nas ruas, locais de trabalho, de moradia com greve geral, comitês de luta contra o golpe para impedir esse retrocesso sem limites.

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Veja aqui comentário de Glauber Braga sobre as posições de Mourão:

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