Pela anulação do impeachment e contra o golpe militar

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O Brasil vive um dos momentos mais críticos desde a ditadura militar que iniciou em 1964. O impeachment que derrubou Dilma Rousseff não foi o suficiente para que a direita e o imperialismo resolvessem o problema político no País. Não conseguiram estabilizar o regime de modo a obter o mais eficiente ataque aos trabalhadores. Em suma, os golpistas que estão hoje no governo não conseguiram colocar em prática com todo o vigor necessário os planos de ataques aos trabalhadores brasileiros. Embora as medidas que Temer e os golpistas conseguiram fazer até agora representem incríveis retrocessos para o povo.

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Diante desse impasse, os donos do golpe decidiram colocar abertamente em marcha uma resolução mais violenta para a crise: uma intervenção militar. Anunciada pelo general Hamilton Mourão e confirmada por declarações como a do comandante do Exército Eduardo Vilas Boas, em plena rede Globo, e outros generais e oficiais, o golpe militar é claramente considerado pelos golpistas já como uma possibilidade real.

Muitos querem fechar os olhos e virar as costas para o problema. Mas isso não fará os militares recuarem. É preciso combate-los.

As armas que os trabalhadores e as organizações de esquerda e populares possuem é sua própria mobilização. Por isso, a paralisia da esquerda pequeno-burguesa é tão nefasta. Diante de tão concreta ameaça, que pode levar o País a décadas de trevas, é necessário o maior vigor para mobilizar os trabalhadores. Já passou da hora de ir aos bairros populares, ir às fábricas, às universidades, às escolas. Está na ordem do dia uma campanha ampla de denúncia contra os militares e os golpistas, mostrando as consequências para todo o povo caso os militares dêem um golpe.

A melhor forma de organizar esse trabalho amplo de agitação é organizando em todos os locais são os comitês de luta contra o golpe, fortalecendo ali onde eles já existem e criando onde ainda não foram montados.

O golpe militar não é um acontecimento isolado. É parte do aprofundamento do golpe dado pela direita: censura, fascistas nas ruas, chacina no campo, assassinatos da polícia, ensino religioso etc. Por essas e outras chamamos todos a formarem os comitês de luta contra o golpe e organizar o ato em Brasília dia 11 de outubro contra o impeachment e contra o golpe militar.

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