Golpistas querem extraditar Battisti

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O golpe perpetrado contra o governo de Dilma Rousseff, que agora vem se revelando como a primeira parte do golpe, trouxe ao poder do Brasil as conjunturas dos sonhos do imperialismo e do neocolonialismo mundial. Tanto é assim que o governo italiano sentiu-se confortável para reacender uma pendência de embaixada pacificada há meia década, posto a fragilidade do governo golpista de Michel Temer.

Rascunho automático 67

Cesare Battisti, antigo integrante da organização lombarda Proletários Armados pelo Comunismo, beneficiário de asilo político concedido pelo ex-presidente Lula, vem sendo alvo de velados ataques do governo italiano desde a derrubada do governo eleito de Dilma Rousseff. Battisti, condenado a revelia por supostos atos terroristas, corre o risco de ser extraditado por um recuo administrativo do governo Temer, o que evidencia, antes de mais nada, a abrangência da fragilidade político-jurídica que tomou conta do Brasil. Segundo informações, Battisti encontra-se no interior de São Paulo e já teve um habeas corpus preventivo negado pelo STF.

A pressão pela extradição de Battisti aproveita o recente momento de devastação da soberania nacional. Para legitimar o intento intervencionista do país europeu, autoridades jurídicas nacionais valem-se, distorcidamente, de Súmula do STF que dá à administração pública a possibilidade de anular seus próprios atos, a depender da conveniência. Contudo, é inegável o enorme simbolismo por trás desta questão específica: Temer, o cão gentil do imperialismo, pretende rever mais uma decisão político de repercussão internacional tomada pelo ex-presidente Lula, que, à época, enfrentou a opinião pública internacional, garantindo a permanência de um perseguido político no país.

Até o momento, o pedido de extradição é mais um dos temas tratados por sob os tapetes do governo de Temer.

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