É necessário se organizar para resistir ao golpe militar

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Todo o povo brasileiro está diante de uma situação extremamente grave. O vídeo vazado do general Hamilton Mourão e o posicionamento dos demais militares do alto escalão do Exército Brasileiro, pregando abertamente a intervenção militar no país, mostram que o golpe militar no Brasil já se encontra organizado e engatilhado.

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Em meio a estes pronunciamentos e a grave crise que o país atravessa, a favela da Rocinha foi ocupada por mais de mil homens das forças armadas, em uma clara tentativa de ensaio, para possíveis novas ocupações de outras regiões urbanas.

Por detrás da defesa da “ordem”, de “combater o caos e a corrupção”, se vê novamente a gigantesca ameaça contra todas as organizações operárias, democráticas e populares. É necessário deixar claro que uma intervenção militar promoverá um cenário de brutal repressão a todas essas organizações de trabalhadores. É uma ilusão imaginar que militares que pretendem, por um golpe, tomar de assalto o governo, o Estado nacional, não promoverão uma repressão generalizada contra todos seus opositores.

O golpe não vai ser dado simplesmente para a troca de um presidente por outro, isto é, mas sim para um ataque generalizado a todas as organizações populares brasileiras. Não acreditar nessa possibilidade representa apenas uma cegueira política total.

Como o Exército, mas também as outras duas das forças armadas, estão se organizando e mobilizando, as organizações democráticas contrárias a ideia de qualquer tipo de intervenção militar devem também se organizar e se mobilizar para, se necessário, resistir ao golpe. Sem essa mobilização todo o movimento ficará a mercê dos militares.

Nesse sentido, a única resposta possível nesse momento seria a articulação de um protesto em escala nacional fortíssimo diante dessa ameaça. Agora, essa articulação é extremamente obrigatória.

É necessário, de imediato, convocar todos os companheiros a se mobilizarem amplamente contra essa possibilidade, nesse momento bastante concreta, de golpe militar. A se organizarem nos comitês de luta contra o golpe, na criação de novos comitês por município, por categoria profissional, por universidade. É indispensável uma campanha de esclarecimento entre os trabalhadores, entre as várias categorias de trabalho, entre os estudantes, nas diversas escolas e universidades, para que ninguém seja pego de surpresa.

É preciso chamar a atenção para o perigo que se desenhou no horizonte político muito claramente.

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