Greve dos Correios é atacada por “federação fantasma” que fez acordo nas costas do trabalhador

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Os trabalhadores dos Correios em greve desde às 22 horas do dia 19 de setembro, convocados pela direção sindical da Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios) atingiu 21 Estados.

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Apesar da adesão de quase 100% dos sindicatos filiados a única federação legítima da categoria (Fentect), a greve não conta com as duas maiores bases sindicais da categoria, que são os sindicatos de SP e RJ, controlados pelos sindicalistas do PCdoB e que colocaram esses dois sindicatos sob a orientação política da “federação fantasma” (findect). Uma política divisionista e patronal.

Sem os trabalhadores de São Paulo e Rio de Janeiro na greve, quase 40% da categoria, qualquer greve dos Correios está fadada a ser derrotada, ainda mais em  um momento de golpe de estado no país, onde os administradores golpistas dos Correios já admitiram publicamente que estão na empresa para privatizá-la.

Sem uma política para enfrentar a “federação fantasma”, agentes da direção da ECT para dividir os trabalhadores, os sindicalistas da Fentect convocaram a greve sabendo ser uma política suicida, mas para disfarçar essa capitulação, sindicalistas da Fentect começaram a fazer vídeos implorando aos sindicalistas traidores da “federação fantasma” que convocassem a greve nessas bases sindicais.

No entanto, como todos que participam do movimento sindical há mais de 5 anos já está careca de saber, os sindicalistas da “federação fantasma” estão programados para trair, seja impedindo a greve, ou seja sabotando-a por dentro.

E foi justamente o que os sindicalistas da federação fantasma fizeram esse ano, primeiro no TST (Tribunal Superior do Trabalho) aceitando a proposta do golpista ministro do TST, Emannoel Pereira de suspender as negociações até o fim do ano de 2017.

Segundo, evitando a greve da categoria, em SP e RJ, para aceitar um acordo rebaixado de 3%, além de aceitar que a direção golpista da ECT,  retirando a negociação do plano de saúde da categoria do Acordo Coletivo, para deixar o futuro desse beneficio nas mãos dos juízes biônicos do TST, que já afirmaram que vão exigir que os trabalhadores paguem mensalidades para usar o plano de saúde dos Correios.

O sindicalistas da federação fantasma, mostrando explicitamente seu caráter patronal e divisionista, foram convocados pela ECT para propagar a proposta de rebaixamento salarial  e ataques contra a categoria,

Como verdadeiros garotos propaganda da direção da ECT, os sindicalistas da “federação fantasma” aceitaram a proposta patronal de reajuste de cerca de 3% nos salários, e que a discussão do plano de saúde seja discutida no TST.

Agora, os sindicalistas traidores da federação fantasma irão realizar assembleias regadas de capangas em São Paulo e Rio de Janeiro, a fim  de desarmar a categoria dessas bases, a fim de impedir que a greve seja unificada com os trabalhadores dos Correios de SP e RJ.

Se os sindicalistas de São Paulo e Rio de Janeiro conseguirem impedir a greve e aprovar nessas assembleias a proposta miserável da ECT, a greve dos trabalhadores dos Correios estará fadada à falência.

A direção da Fentect não tem uma política para enfrentar essa manobra, aceitando que a direção da ECT manobre com os sindicalistas da “federação fantasma”.

Somente através do enfrentamento da categoria de SP e RJ contra os sindicalistas capacho da federação pelega é possível manter a luta da categoria.

Esse enfrentamento deve se dar por fora da direção sindical dessas entidades, com realização de assembleias independente dos pelegos da findect.

A não ser que os trabalhadores dos Correios de SP e Rio de Janeiro atropelem essas direções sindicais, o que parece que não vai acontecer, diante da autoridade que é dada aos sindicalistas patronais da “federação fantasma”, pelos sindicalistas da Fentect, principalmente os sindicalistas do PSTU/Conlutas.

É necessário a criação de uma corrente sindical classista nos Correios, pois essas direções sindicais que compõem a Fentect não tem condições de dirigir as lutas dos trabalhadores dos Correios, que vivem em parceria com os sindicalistas da “federação fantasma”, no formato do Bando dos Quatro (PT, PCdoB, PSTU e PSOL).

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