Mais um líder quilombola é assassinado na Bahia

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O latifúndio e a especulação imobiliária fizeram mais uma vítima quilombola na Bahia. Nesse dia 19 o líder quilombola Flavio Gabriel Pacifico dos Santos, conhecido com Binho, foi assassinado dentro de seu veículo com mais de 10 tiros, no município de Simões Filho, região metropolitana de Salvador. Segundo as testemunhas, Binho foi assassinado em plena luz do dia (9h da manhã) em frente a Escola Municipal Nova Esperança, no Quilombo Pitanga de Palmares. Homens não identificados chegaram e dispararam várias vezes contra Binho e fugiram.

Rascunho automático 67

Binho era um conhecido ativista dos direitos quilombolas da Bahia e lutava pela efetiva demarcação do Quilombo Pitanga dos Palmares. Por esse motivo, já havia recebido diversas ameaças numa clara tentativa de inviabilizar a demarcação do território quilombola. Reconhecida desde 2005, a comunidade do Quilombo sofria com os constantes ataques de políticos e a especulação imobiliária. Por estar num local extremamente valorizado entre os municípios de Simões Filho e Camaçari, despertava o interesse de especuladores e políticos da região.

Esse é 11° quilombola assassinado no Brasil em 2017 e o décimo somente na Bahia, sendo o maior número de quilombolas assassinados das últimas décadas. Há uma enorme ofensiva dos golpistas contra as comunidades quilombolas, que são de interesse de latifundiários e especuladores a tomarem posse dessas terras a qualquer custo.

O aumento da violência contra a população negra, em especial no campo e na luta pela terra, é motivada pelo clima de ataques aos direitos da população por parte da direita golpista e das arbitrariedades realizadas pelo judiciário apoiador do golpe.

2017 caminha para ser o ano mais violento no campo e para a comunidade negra e essa situação só poderá ser revertida com a derrota dos golpistas, estabelecimento do governo Dilma e revogação imediata de todos as medidas golpistas.

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