AL: protesto denuncia demissões e venda de máquinas de empresa fechada

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Um grupo de trabalhadores realizou protesto em frente à sede da Fábrica de Pedra, em Delmiro Gouveia, município de Alagoas. Eles protestaram contra a venda do maquinário da empresa, fechada a pouco mais de um ano. Com o encerramento das atividades da empresa, 480 postos de trabalho foram perdidos e muitos dos trabalhadores ainda se encontram desempregados. O ato durou duas horas.

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Segundo relatos dos trabalhadores, o grupo econômico responsável pela empresa tentou vendê-la em sua integralidade, mas não encontrou comprador. Por essa razão, o grupo atualmente tenta fracionar a venda, negociando primeiro o maquinário para, em etapa posterior, negociar o restante da empresa.

Além de protestar contra as demissões e a venda das máquinas, os trabalhadores reivindicaram intervenção do governo estadual no caso. “O ato de hoje foi para evitar que sejam vendidas as máquinas. Queremos sensibilizar a Assembleia Legislativa, para que os membros escutem as famílias que ficaram desempregadas depois do fechamento da fábrica e que os ajudem”, disse Uedson Silva, integrante da organização Resistência Popular Alagoas, presente no ato.

A situação é preocupante, pois a retirada desse vultoso número de postos de trabalho (480) se dá em uma cidade pequena de interior no sertão alagoano. A agravar ainda mais a situação estão o cenário de grave crise econômica, social, política e institucional instalado após o golpe de estado de 2016. Tudo isso dificulta a busca dos operários por novos postos de trabalho e coloca a economia da cidade em grave crise. Por isso, é legítimo e justo o protesto por parte dos trabalhadores.

A solução para reverter as demissões e impedir a venda das máquinas está na ocupação da fábrica e no controle da situação pelos trabalhadores. Até porque a única garantia real que eles têm de receber seus direitos trabalhistas está no maquinário. A ocupação da fábrica deve ocorrer até que os direitos trabalhistas sejam totalmente pagos, as demissões revertidas e os operários devolvidos a seus postos de trabalho.

Finalmente, importante não se perder de vista que o cenário de caos econômico de que se aproxima o Brasil tem sua origem no golpe de estado que derrubou a presidenta Dilma Russeff, no ano passado.

A classe trabalhadora precisa mobilizar todas as categorias profissionais e suas entidades sindicais e se tornar protagonista entre as classes sociais, tomando as ruas, denunciando, protestando e lutando contra o golpe de estado. Só assim será possível reverter esse cenário de terra arrasada criado pelos golpistas.

 

 

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