Economia norte-coreana prospera apesar das sanções

Compartilhar:

Estima-se que Produto Interno Bruto (PIB) norte-coreano teve crescimento de 3,9% em 2016 elevando-o para cerca de US$ 28,5 bilhões, o maior crescimento em 17 anos. Surpreendentemente a notícia está publicada no sítio da Bloomberg. O “Estadão” também publicou matéria sobre o assunto. O jornal econômico norte-americano fala em salários em alta, padrão de vida em alta, prédios, supermercados, moda e carros de luxo tudo isso em meio a muita pobreza.

Rascunho automático 67

Toda essa prodigalidade é atribuída a reformas capitalistas adotadas pelo Presidente Kim Jong-un em 2011 e cujos frutos estariam sendo colhidos agora. Ainda segundo o jornal, foi dada permissão para os gerentes das fábricas fixarem salários, escolher fornecedores, contratar e demitir. Fazendas coletivas foram substituídas pelo sistema familiar e um grau limitado de iniciativa privada está sendo tolerada.

O jornal “South China Morning Post” publica em sua edição do dia 17 de setembro o conteúdo do relatório de um painel do governo norte-americano e especialistas da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre os métodos que a Coreia do Norte utiliza para contornar as sanções a ela impostas e obter moeda forte. São elas: escambo, contrabando, falsificação de conhecimento de mercadorias, remessas de trabalhadores no exterior, modificação de equipamentos livres de embargo, empresas de fachada, cobertura diplomática e venda de armas.

O fato incontestável é que a Coreia do Norte sobrevive a 67 anos de hostilidade vinda do exterior e parece que não tem se saído tão mal quanto a imprensa burguesa imperialista tem tentado fazer crer. Não é o primeiro país que sobrevive e até mesmo prospera sob boicote do imperialismo. O país está silenciosamente se integrando aos projetos de desenvolvimento na Ásia liderados pela China e Rússia. A mudança de abordagem repentina deve indicar uma mudança de atitude da chamada comunidade internacional com relação àquele país e cujos sinais tem aparecido no comportamento bipolar do imperialismo norte-americano com relação à crise na península coreana: no mesmo dia um membro do governo fala que vai reduzir a Coreia do Norte a pó e outro fala que há interesse numa conciliação.

artigo Anterior

A censura do Judiciário

Próximo artigo

Grossomodo

Leia mais

Deixe uma resposta