Arte vira caso de polícia no MS

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A Polícia Civil proibiu nesta semana o quadro “Pedofilia”, que estava em exposição no Marco (Museu de Arte Contemporânea), no Parque das Nações Indígenas, em Campo Grande. Apesar de estar no lugar desde junho, o quadro agora foi achincalhado por três deputados estaduais, bastante ignorantes por sinal: Paulo Siufi (PMDB), Herculano Borges (Solidariedade) e Coronel David (PSC), que denunciaram a exposição para Depca (Delegacia de Proteção a Criança e ao Adolescente).

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O delegado Fabio Sampaio acatou o argumento e retirou a pintura da artista plástica Alessandra Cunha Ropre alegando que há incitação ao crime. Ou seja, fazer arte também passou a ser um crime.

Os deputados classificaram a obra da artista como promoção “de sacanagens e desrespeito à família e aos bons costumes”. Isso vem em meio à campanha fascista do MBL contra obras de arte, que forneceu à polícia a atribuição de reprimir artistas.

Com muita rapidez, a reação fascista avança para diversas áreas do conhecimento, manifestações culturais e artísticas. Enquanto isso, uma parte da esquerda dá pouca importância ao fato ou mesmo ataca o que supostamente não se enquadraria na noção absurda e anticientífica de “arte proletária”.

A classe operária tem inúmeros motivos para defender o todo tipo de conhecimento e a toda a cultura mundial e, mais do que isso, tem necessidade de sempre se voltar contra a censura fascista, não importa quem ela ataque.

Os trabalhadores devem se opor a qualquer tentativa de enquadrar a atividade artística em dogmas ou moldes estabelecidos por determinados setores. O artista deve ter total liberdade e falar aquilo que ele pensa.

Essa defesa deve ser extensiva tanto aos progressistas, revolucionários quanto aos cidadãos mais reacionários. Isso porque os pretextos para censurar o pensamento sempre se voltam contra as classes exploradas. Não existe censura boa do ponto de vista da classe operária.

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