É preciso impedir Moro com a força da mobilização popular: todos ao prédio da Justiça Federal de Curitiba

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Amanhã, dia 13 de setembro, o ex-presidente Lula irá ficar frente a frente novamente com o juiz golpista, o Mussolini de Maringá, Sérgio Moro. Lula, que já foi condenado sem provas por Moro em um processo envolvendo um suposto esquema de corrupção com a empreiteira OAS, e o recebimento de um triplex no Guarujá, dessa vez irá depor sobre um outro suposto esquema de corrupção envolvendo oito contratos da Odebretch com a Petrobrás.

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O depoimento de Lula será feito no prédio da Justiça Federal, um local afastado de qualquer contato com a população. Ao todo, mil policiais militares farão a segurança do local. Na sala de depoimento, Lula será acompanhado por seus advogados, na sala também estarão presentes outros réus do processo, além dos procuradores do Ministério Público, e, é claro, Sérgio Moro.

Uma câmera filmará o depoimento de Lula, tal qual da última vez em 10 de maio. Moro proibiu que a defesa de Lula instalasse uma outra câmera no local com o objetivo de filmar também o juiz golpista. O que chama a atenção no depoimento é o seu caráter ditatorial, como se ele fosse feito em um porão do DOPS, famoso prédio de tortura do regime militar localizado em São Paulo.

Como já dissemos anteriormente, o prédio da Justiça Federal do Paraná fica afastado do centro de Curitiba, onde milhares de pessoas irão se reunir em um ato em defesa do ex-presidente. A dificuldade de acesso é uma manobra de Moro e dos golpistas para impedir a presença popular, ou seja, impedir que todos aqueles que apoiam o ex-presidente possam acompanhar o depoimento e possam garantir que Lula tenha seus direitos legais respeitados. Uma manobra típica de um estado de exceção, a presença de um grande contingente de policiais também corrobora esse fato.

Diante de um golpe de Estado, onde as garantias individuais são cada vez mais violadas pelo estado, pelo poder judiciário, como já bem demonstrou a Operação Lava-Jato, é necessário que as organizações populares, como a Central Única dos Trabalhadores, a CUT, os movimentos populares e os partidos políticos se mobilizem para fazer uma manifestação até o local onde Lula irá depor. É preciso contrapor a manobra dos golpistas, com a força da mobilização popular, ou seja, garantir os direitos e a liberdade do ex-presidente contra a ofensiva do juizeco de Curitiba.

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