Defender Lula, para derrotar o golpe e suas malditas “reformas”

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Nesta quarta, dia 13, milhares de pessoas devem marchar à Curitiba contra a prisão do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, contra toda a farsa da operação golpista da Lava Jato – comandada pelo juizeco Sérgio Moro – e contra o golpe de estado.

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A mobilização embora tenha recebido o apoio oficial de importantes organizações de luta dos explorados e da esquerda, será – acima de tudo – o resultado de uma pressão política das bases dessas organizações que se opõem à paralisia das suas direções, imersas em profunda confusão política, por conta da qual nem de longe deram a devida importância à mobilização na República do Paraná, em um momento crucial.

A maioria dessas direções embarcaram na “canoa furada” da campanha das “direitas já”, que tentou criar a ilusão sem qualquer base real de que a direita golpista que domina o congresso poderia aprovar uma emenda antecipando as eleições, quando a crise da direita está pondo em pauta a liquidação dos resquícios de democracia que sobreviviam antes do golpe, impondo um processo eleitoral (sabe-se lá quando) totalmente controlado pelo poder econômico, pelos monopólios burgueses dos meios de comunicação, pela justiça burguesa etc. Esta iniciativa não mobilizou nenhum setor importante dos explorados e serviu apenas para a burguesia ganhar fôlego e intensificar sua ofensiva contra o povo trabalhador e os direitos democráticos, dentre outras por meio da famigerada reforma trabalhista, com a discussão das reforma política (a favor das máquinas políticas da burguesia) e da Previdência.

Agora, mesmo com as pesadas iniciativas da direita no sentido impor novas condenações contra Lula, Dilma e todo o PT e prender o ex-presidente – com a delação fajuta de Palocci, as novas denúncias da PGR etc. -, a confusão e certas tendências conservadoras presentes na burocracia sindical se expressaram em um certo “freio de mão puxado”, que por certo limitou a possibilidade de uma mobilização ainda maior do que está se projetando que, por certo, será da maior importância.

Fica evidente que há uma incompreensão da importância da defesa de Lula. De que sua prisão pode representar uma derrota significativa do conjunto da classe trabalhadora e que, por isso mesmo, é tão desejado e perseguido pela direita golpista. Não está claro para milhões de pessoas, tampouco para os dirigentes sindicais e políticos do movimento operário de que não se trata de um problema eleitoral, mas de uma implacável perseguição que visa colocar na defensiva o conjunto dos trabalhadores e suas organizações, para poder impor a “reforma” da Previdência, as privatizações, o regime de escravidão com a vigência da “reforma” trabalhista (a partir de novembro), a cassação de novos direitos democráticos de todo o povo brasileiro etc. Ou seja, o aprofundamento do golpe.

Por isso tudo, é preciso intensificar a “pressão das bases”, a campanha, nessa reta final, para realizar uma grande mobilização em Curitiba, nesse dia 13 e para – independentemente dos importantes resultados que serão alcançados – fazer da própria atividade um centro de discussão e organização dos próximos passos da mobilização que precisa ser levada às fábricas e demais locais de trabalho, às escolas e universidades, aos bairros populares, às ruas etc.

Para tanto, é preciso unificar esta luta com a campanha em prol da anulação do impeachment da presidenta Dilma Rousseff, que vem levando às ruas centenas de militantes em dezenas de cidades, para colher milhares de assinaturas na Ação Popular organizada pelos comitês de luta contra o golpe e pela anulação do impeachment.

Fundir a campanha contra a prisão de Lula, com a luta contra o golpe e todas as suas consequências como as “reformas” trabalhista e da Previdência que como outras, não podem ser derrotadas por meio de lutas isoladas, mas apenas por uma mobilização geral, na qual Lula e sua liderança podem ter um papel fundamental.

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