Perseguição a camelôs no Amapá

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Com o aumento do desemprego no País se torna maior o número de pessoas que tentam ganhar a vida no mercado informal, e a cidade de Macapá também passa por este problema, mas por lá a prefeitura está fazendo de tudo para impedir que estes sobrevivam.

É comum as prefeituras perseguirem os ambulantes, principalmente quando o prefeito é de direita como é o caso do Dória em SP, mas em Macapá o prefeito, Clécio Luís, é do partido Rede (de Marina Silva) está no segundo mandato e foi eleito na primeira gestão, pelo PSOL, em parceria com José Sarney (PMDB) e DEM.

Conforme os ambulantes e a prefeitura confirma, os mesmos foram notificados e terão que deixar os espaços públicos, se não o fizerem dentro do prazo, a própria prefeitura irá expulsa-los, só poderá ficar quem se cadastrar e atender todas as normas exigidas, normas estas que muito dificilmente conseguirão se adequar.

O que ocorre na verdade é a pressão dos lojistas locais, que tem maior poder de pressionar a prefeitura a retirar os ambulantes, sob o pretexto de que esses se tornam concorrentes destes. Os grandes lojistas querem manter o monopólio do comércio e usam a prefeitura e a Polícia para impedir os camelôs de trabalharem.

Sequer há a preocupação do governo da Rede de disponibilizar locais para que os casmelô negociarem suas mercadorias, já que não conseguem pagar alugueis caros em pontos comerciais.

Rascunho automático 67

São os capitalistas e partidos da direita burguesa que elegeram Clécio, ex-PSOL, que mandam na cidade e preferem deixar a população passar fome, do que permitir que o espaço público seja usado para um pai ou mãe de família sustentarem os filhos.

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