Paulo Skaf anuncia “reforma trabalhista” na rede Sesi

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Os professores e funcionários da Rede Sesi de São Paulo começaram a ter contato com a dura realidade da “reforma” trabalhista. Na última semana, a direção da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) ordenou a colocação em todas as escolas da Rede Sesi de avisos contendo as “orientações” da reforma trabalhista dentro da rede.

Entre as orientações que entrarão em vigor a partir de novembro, estão:

  • “Será possível negociar, representado pelo sindicato da categoria a redução do intervalo de alimentação e repouso, respeitando-se o intervalo mínimo de 30 minutos”;
  • “O trabalhador poderá ser forçado a dividir suas férias em até três períodos durante o ano, conforme suas necessidades e em comum acordo com o empregador” e
  • “O empregado e empregador podem encerrar o contrato de trabalho por meio de acordo, sendo garantidos (apenas) metade da multa sobre o FGTS e saque de 80% do FGTS”.

Estes são alguns dos muitos ataques que a partir de agora a FIESP irá impor aos seus trabalhadores, colocando na prática, o que o PCO.

Como já foi por várias vezes denunciado por este Diário, o atual presidente da FIESP, Paulo Skaf, um dos mandatários do golpe de Estado no país, implementou no começo deste ano, uma nova faixa salarial para todos os novos funcionários contratados a partir de janeiro de 2017, com salários em geral 30% inferiores aos dos trabalhadores da ativa, contratados anteriormente à janeiro de 2017. Com esta política no último mês de junho mais uma leva de centenas de professores foram demitidos no Estado e foram contratados novos professores todos com o salário 30% menor em relação. E as demissões irão continuar até que a empresa demita todos os professores com salários 30% maiores trocando-os por outros com valores arrochados.

Para executar sem perda de tempo esta política, vários concursos, tem ocorrido para contratação de professores, no último mês de junho foi realizado um e outro já foi aberto agora no mês de setembro.

Enquanto todos esses brutais  ataques, às condições de trabalho e de vida dos trabalhadores se impõe, os sindicatos da categoria e a Federação dos Professores (FEPESP) se encontram paralisados. Apesar da Federação dos Professores estar às vésperas de seu congresso, a ser realizado nos próximos dias 22, 23 e 24 de Setembro, a categoria foi impedida de participar para organizar a luta contra os ataques patronais, por conta de uma escandalosa fraude, já denunciada por este jornal , onde se colocou em primeiro lugar o interesse pelo emprego dos diretores sindicais, “elegendo” ao congresso da categoria apenas pessoas indicadas pelas diretorias dos sindicatos.

Rascunho automático 67

A única saída para os trabalhadores de todo país é a luta para por abaixo o golpe de Estado no país, derrubar os golpistas e revogar todas as suas leis anti-trabalhador. Esta é a lição que os trabalhadores da rede Sesi tem que realizar, derrubar os golpistas, derrubar o pato de Paulo Skaf.

 

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