Não à condenação de Lula: ocupar Curitiba mais uma vez

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Falta menos de uma semana até o dia do novo depoimento de Luiz Inácio Lula da Silva ao juiz Sérgio Moro, em Curitiba, e nestas vésperas começam a surgir notícias que preparam um novo ataque, com confusão e novas denúncias contra o ex-presidente. Este depoimento será uma nova oportunidade para uma demonstração da reação popular contra o golpe, a Operação Lava Jato e a prisão de Lula.

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Na última sexta-feira (1º), o Ministério Público Federal (MPF) pediu a absolvição do líder popular no processo que investiga obstrução de justiça, com base na delação premiada de Delcídio do Amaral. Já na terça-feira (5), o Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, denunciou no Supremo Tribunal Federal (STF) Lula, bem como Dilma e outros seis líderes petistas de formação de quadrilha. A denúncia é bastante grave e se for acatada, no âmbito da Operação Lava Jato no STF, pode levar à proibição do próprio PT, o maior partido de esquerda do país.

O pedido de absolvição, como toda decisão do judiciário que pontualmente vai contra a prisão de Lula, foi apresentada como uma prova de que a justiça seria realmente imparcial. O pedido de Janot, por outro lado, reforça a campanha e a operação pela prisão de Lula e pela destruição do PT, dois dos principais objetivos dos golpistas no momento.

A prisão de Lula é essencial para os golpistas darem continuidade aos ataques do golpe. O ex-líder sindical continua aparecendo com a maior intenção de votos para a eleição presidencial e é a pessoa com maior influência política para a organização de uma possível reação ao golpe. Por isso, se não for preso e permanecer com os seus direitos políticos, o ex-presidente representa uma ameaça à política dos golpistas.

A capacidade de mobilização em torno da defesa de Lula da perseguição da República de Curitiba já foi mostrada em vários atos em São Paulo e na própria cidade-sede da operação. É preciso ampliar e radicalizar a mobilização para o próximo dia 13, contra a prisão de Lula, pelo fim da Operação Lava Jato e pela revogação do primeiro ato do golpe, o impeachment de Dilma Rousseff.

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