Ataque e repressão aos trabalhadores aumentam no Seara

Compartilhar:

No frigorífico Seara, na cidade de Osasco, região metropolitana de São Paulo, pertencente ao grupo JBS/Friboi, os trabalhadores não podem ir ao médico se consultar, porque, ao levar apenas o comprovante de comparecimento será advertido no primeiro momento e, posteriormente, levará suspensão e poderá ser demitido sem direito.
As denuncias estão se tornando constantes. Em geral, os trabalhadores, ficam doentes em consequência do trabalho extenuante, por conta das temperaturas ultrapassando os quarenta ou cinquenta graus negativos e o trabalho repetitivo.
Há também os casos de mulheres que necessitam levar seus filhos ao médico. Em nenhum caso os patrões deixam escapar, é advertência atrás de advertência.
A quantidade de acidentes e doenças adquiridas no frigorífico é imensa. No entanto, os patrões exigem a produção a qualquer custo, os escravos têm que suportar a dor e o sofrimento sem reclamar.
Atualmente a rotina do frigorifico Seara é demissão por justa causa. Cinicamente, os patrões ainda alegam que o funcionário irá entrar com processo mesmo; então, os patrões já se antecipam.
Os trabalhadores não são máquinas, mas os patrões, parasitas de seus funcionários, não precisam produzir nada, os tratam como assim fossem.
O sindicato dos trabalhadores nas indústrias de Carne, Derivados e do Frio realizará, na próxima semana reunião para discutir com os trabalhadores sobre o tratamento escravo que os patrões vêm lhes impondo.
O único diálogo que os patrões conhecem é o da força, da organização. Portanto, a coisa mais importante para os trabalhadores e se organizarem junto ao sindicato, se associando e ao mesmo tempo o fortalecendo.

Rascunho automático 67
artigo Anterior

Professores de Palmas entram em greve

Próximo artigo

Direita golpista prende militantes do PCB

Leia mais

Deixe uma resposta