Petrobrás prorroga o ACT para submeter petroleiros à regime de escravidão

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O golpe de estado segue fazendo suas vítimas no Brasil, de uma maneira especial, os direitos dos trabalhadores e o serviço público, ou seja, continua atingindo a grande massa populacional que depende de seu trabalho e do Estado.

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Foi prorrogado o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) de 2017 da Petrobrás. Na última quinta-feira (31-08), a Petrobrás em documento oficial enviado à Federação Única dos Petroleiros (FUP), comunica que o ACT está extendido até o dia 10 de novembro.

A data, como tudo que é meticulosamente praticado pelos golpistas, não foi escolhida ao acaso. Se trata da véspera da entrada em vigor da “reforma” trabalhista, que na prática, se mostra com um dos maiores ataques do governo golpista ao conjunto da classe trabalhadora, rasgando a CLT e acabando com conquistas de décadas de luta dos trabalhadores.

O recado que Pedro Parente e toda a cúpula da Petrobrás deixa com essa medida é o seguinte: qualquer tipo de acordo ou pequeno benefício aos trabalhadores petroleiros só é válido até a entrada em vigor da “reforma” trabalhista. Depois disso, salve-se quem puder.

A FUP já demonstrou em comunicado público em seu site oficial o repúdio à essa medida. No entanto, toda a classe trabalhadora deve entender essas ações como algo que atinge a sua totalidade, pois o ACT garante medidas como a terceirização das atividades-fim até o dia 10 de novembro.

Para combater esse arroxo indiscriminado contra a classe trabalhadora, a luta sindical e setorial não é suficiente, haja vista que a “reforma” trabalhista se dirige contra a todos os trabalhadores. A luta política deve ser pelo cancelamento de todas as “reformas”, para  o que é preciso derrotar o golpe, e anular o impeachment.

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