Petrobrás prorroga acordo e confirma que golpistas querem esperar o fim da CLT

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A direção golpista da Petrobrás enviou, no último dia 31 (quinta-feira), oficio à FUP (Federação Única dos Petroleiros) anunciando a prorrogação das negociações do acordo coletivo até o dia 10 de novembro, véspera do início da vigência da “reforma” trabalhista.

Rascunho automático 67

A direção da Petrobrás, comandada pelo golpista Pedro Parente, que está “doando” aos gringos, as reservas de petróleo do País e desmontando a Petrobrás para ser vendida, oficializou junto à FUP a intenção de levar as negociações da campanha salarial dos petroleiros desse ano para o período inicial da vigência da famigerada “reforma” trabalhista, cuja normas modificarão completamente as relações negociais entre trabalhadores e patrões.

Após aprovação, em tempo recorde, da “reforma” trabalhista pelo Congresso Nacional dominado pelos golpistas, nenhum patrão está disposto a negociar com os trabalhadores antes de entrar em vigor a nova legislação trabalhista, que acaba com a CLT (Consolidação Nacional dos Trabalhadores) e, assim, garante condições mais favoráveis para que as empresas e sindicatos patronais busquem impor um violento retrocesso nas condições de trabalho e salários dos seus funcionários.

Os patrões sabem que com o golpe de estado, e a aprovação da suas reivindicações no Congresso golpista através da “reforma” trabalhista, a balança judicial, que já era muito favorável aos patrões, agora será absolutamente pendendo para o lado deles, garantindo todo tipo de exploração sobre os trabalhadores, como terceirização de atividades fins, banco de horas, jornada de 12 horas, demissão em massa etc…

Nas empresas privadas as negociações estão canceladas até o fim do ano, nas empresas  públicas, com data base nos meses de agosto e setembro, como a Petrobrás e os Correios os representantes das empresas, que sempre quiseram concluir as negociações rapidamente, estão enrolando ao máximo as negociações, fazendo manobras de todas as formas, para levar as negociações para a vigência da “reforma” trabalhista.

Nos Correios, com data base em agosto, a direção da empresa em conluio com o TST (Tribunal Superior do Trabalho) inventou que as negociações da campanha salarial não podem ocorrer esse ano, para não atrapalhar um processo judicial entre a ECT e os trabalhadores, relacionado ao plano de saúde da categoria, para isso, o TST propôs que as negociações nos Correios aconteça somente em janeiro de 2018.

Enquanto, os trabalhadores dos Correios e da Petrobrás nunca conseguiram unificar as suas campanhas salariais, os golpistas da direção da Petrobrás e da direção dos Correios se unificaram para que ambas as categorias negociem de fato no mês de novembro, vigência do ataque aos seus direitos.

Mais do que nunca fica evidente que os ataques contra as estatais são oriundas da pauta neo liberal dos golpistas que se apossaram do poder no país.

Sem derrubar o golpe, nem petroleiros, nem os ecetistas dos Correios irão impedir a retirada de seus direitos e consequentemente a destruição dessas estatais.

O golpe não é apenas a mudança de um governo por outro, mas como podemos ver nas campanhas salariais dos petroleiros e dos trabalhadores dos Correios, o golpe é a mudança de todo o regime político do país, a começar pelas relações jurídicas entre os trabalhadores e os patrões.

Somente com a unificação dos trabalhadores dessas estatais na luta contra o golpe, promovendo um movimento que sai de dentro das empresas para se desenvolver em outras categorias de trabalhadores podem derrotar os golpistas, colocando abaixo o golpe de Estado.

 

 

 

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