Dia 7 de setembro começa a campanha contra o fim da CLT

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O Congresso Extraordinário e Exclusivo da CUT definiu o próximo dia 7 de setembro como data para dar início à campanha de assinaturas por um Projeto de Lei de iniciativa popular (PLIP) para anular a “reforma” trabalhista aprovada pela direita golpista.

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Realizado entre os dias 28 e 31 de agosto o Congresso da CUT, em que reuniu mais de 700 delegados representantes dos mais de quatro mil sindicatos filiados, além de aprovar, por unanimidade, as resoluções: apoio à campanha pelo a anulação do impeachment da presidenta Dilma Rousseff; impedir novas condenações e a prisão de Lula, que é alvo da criminosa Operação Lava Jato comandada pelo juiz golpista, Sérgio Moro, organizar uma grande mobilização dos trabalhadores da cidade e do campo em um grande ato no dia 13 de setembro em Curitiba PR;  defesa do povo venezuelano e do governo de Maduro contra a intervenção imperialista no país, o Congresso também definiu o lançamento de um projeto de iniciativa popular para revogar a “reforma” trabalhista.

Ficou definido o dia 7 de setembro o dia do lançamento, conjuntamente com o ato que acontecerá em todo o país do dia do Grito dos Excluídos. Esse ato contará com a presença de movimentos sociais, sindicais, pastorais da terra, com a proposta de lutar por temas como água, terra, trabalho, teto, saúde, educação e “nenhum direito a menos”. O objetivo da campanha contra a “reforma” é coletar cerca de dois milhões de assinaturas “para apresentar ao parlamento um Projeto de Lei de Iniciativa Popular (PLIP) contra as maldades do ilegítimo Michel Temer (PMDB) e sua base.” (site CUT 01/09/17)

“Em debates no Congresso da Central, as confederações, federações e sindicatos foram orientados a montar comitês de coleta de assinatura, inclusive fora das organizações, em praças, ruas e principais pontos de circulação de pessoas, para barrar o assalto à CLT.                             

“A CUT disponibilizará um kit de coleta de assinaturas contendo o texto do projeto de lei, formulário e uma cartilha sobre os prejuízos da reforma. Esses materiais estarão disponíveis no portal anulareforma.cut.org.br, no ar a partir da próxima terça-feira (5 de setembro).” (idem)                      

A coleta de assinaturas pela PLIP é parte de um importante passo que permite abrir uma discussão e para fazer uma intensa propaganda entre os operários e setores sindicais e populares, que segundo a própria campanha, colher assinaturas de metade dos sindicalizados dos sindicatos filiados à CUT. Se tal campanha for feita abre um leque de possibilidades para levar a campanha, de maneira definitiva, a questão dos ataques aos sindicatos e da luta contra o golpe para dentro das fábricas e dos movimentos populares, que são os setores que podem efetivamente derrotar o golpe.

 

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