Professores protestaram em Curitiba lembrando massacres da PM

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A APP-Sindicato, sindicato que representa os professores do Paraná, realizou uma paralisação de professores da rede estadual na última quarta-feira (30). O ato relembrou o dia 30 de agosto de 1988, quando o governo usou a cavalaria da PM para conter uma manifestação em frente ao Palácio Iguaçu, durante o governo de Álvaro Dias (hoje no partido Podemos).

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De acordo com a entidade sindical, 70% das escolas participam da paralisação e, em Curitiba, mais de 5 mil educadores participam do ato. A truculenta Polícia Militar (PM) afirmou que não fez a contagem dos participantes, o que também não é novidade alguma, pois quando contam fazem questão de diminuir os números como forma de diminuir a importância da organização dos trabalhadores. Os manifestantes se reuniram na Praça Santos Andrade e caminham até o Centro Cívico, onde ficam as sedes dos governos estadual e municipal.

A Secretaria de Educação informou que 58,8% das escolas funcionam normalmente, 39,6% parcialmente e 1,6% estão fechadas.

A paralisação também lembrou o confronto de 29 de Abril de 2015, que ficou conhecido como a “Batalha do Centro Cívico”. Na data fatídica, houve um massacre dos policiais contra trabalhadores da Educação que protestavam contra mudanças no Paranaprevidência, e onde, as ordens dos tucanos ocasionaram mais de 300 feridos.

O governo fascista, golpista e tucano de Curitiba e do Paraná disseram não reconhecer a paralisação e que os professores que faltaram terão seus dias descontados. A decisão foi divulgada na terça-feira (29) pelo chefe da Casa Civil, Valdir Rossoni (PSDB). Segundo ele, o desconto atende a determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), resumindo, opressão de todos os lados contra os educadores.

Toda solidariedade a memória das lutas dos professores do Paraná. É hora de sair do luto e ir para a organização contra o golpe. Essas manifestações são importantes como denúncia da violência que atinge a todos os professores e funcionários de escolas de todas as formas. Abaixo o Golpe, pela formação de Comitês de Luta Contra os golpistas fascistas tucanos no Paraná e em todo o País.

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