Educação-DF: Rollemberg transforma escolas em lixão, não pagando terceirizados da limpeza

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Com salários atrasados desde julho, terceirizados em greve, receberam nessa quarta-feira, dia 16, o poio da comunidade escolar do Centro de Ensino Médio 02 do Gama que saiu em protesto pelas ruas da cidade denunciando o descaso com a educação pública.

O protesto contou com dezenas de professores, pais e alunos que por meio de cartazes e palavras de ordem estão se organizando contra os ataques do governo.

O CEM 2 do Gama por exemplo, escola que organizou o protesto, possui três turnos e seu funcionamento está completamente inviabilizado sem o tratamento digno aos funcionários da limpeza.

A comunidade denuncia o cinismo do governo ao falar em qualidade de ensino quando não existe nem o mínimo de limpeza.

Em reportagem realizada pelo JL 1 da TV Brasil uma professora  acrescenta que o ambiente insalubre de lixão potencializa problemas já existentes nas escolas como salas velhas, falta de livros didático etc, e desabafa, “as salas são velhas, faltam cerca de 40% dos livros que deveriam ser entregues aos terceiros anos e ainda assim a gente não tem uma sala limpa, e aí a gente questiona a política do governo que fala que a educação pública tem a mesma qualidade e o mesmo poder de atendimento e uma escola particular. Quando eu entro nessa sala eu vejo que o governo debocha de mim.”

A comunidade escolar do Gama, porém, não é a única a sofrer com o desmonte promovido pela política golpista do Rollemberg. As Escolas Classes e Jardins de Infâncias que atendem crianças de 4 à 10 anos sofrem com o mesmo descaso e são obrigadas a permanecerem na escola por 5 ou 10 horas, como é o caso das escolas que atendem em horário integral, sem as mínimas condições de higiene. Como denuncia os professores do Guará, o governador além de cortar a água das escolas do DF em diferentes dias da semana por causa da chamada “crise hídrica” agora deixa milhares de alunos estudarem em verdadeiros lixões.

Ao não receber os salários em dia os terceirizados da limpeza são vítimas, como o restante da comunidade escolar, do desmonte da educação pública, política golpista que congelou orçamento ligado a essa área por 20 anos logo após do golpe de Estado.

Nesse sentido, o protesto realizado pela comunidade escolar do Gama deve ser um exemplo às demais comunidades para que organizem seus comitês de luta contra o golpe de Estado e sua política de terra arrasada.

O ataque às condições de vida dos trabalhadores terceirizados faz parte de uma política maior que já vem promovendo estragos generalizados aos trabalhadores do RJ, RS, PR e que já atinge a população mais carente do DF.

Rascunho automático 67

Nesse sentido, a multiplicação desses comitês e a vinculação, por meio desses, dos ataques locais como falta de livros didáticos, de salas de aulas, congelamento, parcelamento ou não pagamento dos salários à política mais ampla que já aprovou as terceirizações, a “reforma” da CLT e que quer a acabar com a aposentadoria significa a organização da classe trabalhadora contra o golpe imperialista para colocar abaixo seus planos recolonizarão do país.

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