PR: Judiciário absolve governo bandido e condena vítimas do massacre de abril de 2015

Compartilhar:

Está cada vez mais evidente que o judiciário brasileiro não pode mais ser chamado de justiça, pois esse poder só garante que as mais diversas formas de injustiças contra a população desamparada se institucionalizem cada vez mais.
Para assaltar os R$ 8 bilhões do fundo de previdência do Paraná (dinheiro que garantia o pagamento vindouro da aposentadoria dos funcionários públicos do Estado, que ao longo das suas carreiras contribuíram para a Paraná Previdência), o governador Beto Hitler (como é conhecido no estado do Paraná) não poupou policiamento, bombas, balas de borrachas, cassetetes e outros artefatos para massacrar os 30 mil servidores que estavam defendendo o seu dinheiro e seu futuro em frente à Assembleia Legislativa do Paraná no fatídico dia 29 de abril de 2015.
As consequências da ação, além do roubo da previdência, foram mais de 200 servidores, principalmente professores, feridos. O Ministério Público abriu uma ação exigindo a punição dos responsáveis, que seria o governador, secretários e comandantes militares. Porém, a juíza Patrícia de Almeida Gomes Bergonse avaliou que não ocorreu crime dos considerados responsáveis.
A (in)justiça paranaense determinou a extinção da ação do Ministério Público, pois acredita que o massacre promovido pela Polícia Militar e o Batalhão de Choque foi legítimo por culpar os manifestantes que “instigaram” a ação dos tiros e bombas.
A juíza apontou as lideranças sindicais por ter instigado o conflito e que a ação policial só foi preventiva e repressiva, que usou os meios técnicos e equipamentos necessários para afastar os manifestantes.
A barbárie autorizada pelo Beto Richa (PSDB) e o seu secretário de segurança, Fernando Francischini (SD), durou duas horas e quarenta minutos, dispararam milhares de balas de borrachas e centenas de bombas de gás lacrimogêneo, gás de pimenta, jatos d’água, bombas de efeito moral e a utilização de cães. Em poucos minutos, os manifestantes já tinham recuado ao menos 50 metros e poderiam ter parado, porém continuaram mais duas horas e meia para garantir o roubo do fundo previdenciário.
O massacre e o assalto a previdência garantiu os privilégios aos aliados do governador Beto Hitler, já que garantiu auxílio moradia aos juízes, promotores e conselheiros no valor R$ 4,3 mil para cada um deles sem a necessidade de prestação de contas. Um mês depois o massacre o Governo do Estado já sacou R$ 483 milhões, o Tribunal de Justiça R$ 23 milhões, Ministério Público R$ 10,9 milhões, o Tribunal de Contas R$ 9,7 milhões e pôr fim à Assembleia Legislativa R$ 669,3 mil.
A história mostrou que todos os três poderes agiram numa parceria, que o judiciário iria dar todas as garantias de inocência aos assaltantes e que o Ministério Público só iria fazer uma encenação para manter as aparências e dar tempo a qualquer reação mais organizada.

artigo Anterior

PR: “Valentões” do MBL agridem mulheres e adolescentes

Próximo artigo

Depois de tudo, como podem achar que Lula não será condenado no tribunal golpista?

Leia mais

Deixe uma resposta