PM toma conta de audiência pública na Unifesp

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Um grupo de policiais militares compareceu em uma audiência pública sobre Plano Estadual de Segurança, na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), nessa sexta-feira (11). Alguns fardados, outros à paisana, e bastantes bandeiras em apoio à candidatura do fascista Jair Bolsonaro para as eleições em 2018 marcaram a sessão da Universidade.

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A divulgação da audiência, de acordo com alguns estudantes, foi bastante fraca, poucos professores e alunos da Universidade tiveram ciência dela; a polícia militar, entretanto, compareceu em peso à reunião. A organização dos policiais provavelmente se deu pela divulgação em grupos direitistas nas redes sociais.

Os policiais levaram também, ainda segundo o relato de estudantes que estiveram na sessão, o texto dos direitos humanos com alterações consonantes com propostas e interesses direitistas, como a substituição do termo por “direitos civis”. Além disso, houve defesa da chamada “escola sem partido”, que visa garantir o controle da direita sobre a rede de ensino público; a defesa de que seja usado o termo “revolução” para se referir aos 21 anos da ditadura militar.

Nesse ato de escancarada provocação, os policiais militares defenderam o modelo militar nas escolas como padrão a ser seguido por toda a rede pública, rechaçando a possibilidade de uma educação mais aberta a temas relativos à inclusão de grupos minoritários. Dada essa presença massiva da organização militar na audiência, os militares votaram e venceram todas as votações.

Tudo isso expressa fortalecimento político-ideológico dos grupos de extrema-direita em decorrência do avanço do golpe de Estado no Brasil. O enfrentamento político se desenvolve de uma maneira lógica: se a direita avança contra as organizações populares sem grande dificuldade, é mais do que óbvio que ela fortalece seu controle sobre as instituições nacionais. É preciso lutar contra a direita (e contra as organizações fascistas) colocando abaixo o golpe de Estado, os golpistas e todas as reformas.

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