Com a polícia, não há conciliação

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Recentemente, Marcelo Freixo, destacado candidato do PSOL no Rio de Janeiro, declarou que é preciso enxergar os policiais como trabalhadores. Essa posição não é nova nesse partido, nem na esquerda pequeno-burguesa de modo geral, mas é um importante tema de debate, principalmente na atual situação repressiva que estamos vivendo no Brasil.

Rascunho automático 67

O compromisso eleitoral e a capitulação diante da política “liberal” frequentemente fazem figuras da esquerda pequeno-burguesa defenderem posições contrárias ao interesse dos trabalhadores e do povo pobre. O PSOL, nesse sentido, presta um grande desserviço à luta dos trabalhadores, pois em sua política eleitoral de buscar uma convivência com a polícia, uma política que visa pequenas reformas na atual sociedade, ele fecha os olhos da população para a realidade que estamos vivendo.

A despeito de ser composta em sua maioria por pessoas pobres, a polícia militar é um braço do estado burguês cuja única finalidade é intimidar, massacrar e oprimir os trabalhadores; forçando-os a permanecer submissos e comportados diante de toda a humilhação e exploração do capital.

Em consequência de sua função social, a polícia militar atua como grupo de extermínio, aterrorizando os bairros pobres das grandes cidades, promovendo tiroteios e abordagens humilhantes.

A obrigação de um partido que defende trabalhadores é de mobilizá-los contra esse instrumento de repressão e lutar pela sua extinção.

A exigência do fim da polícia militar não deve ser tomada com um ataque individual à figura do policial (que ao ingressar na corporação acaba absorvendo a doutrina lá apregoada e a forma de agir da corporação) mas como uma solução prática e popular para o fim do massacre da população pobre do país.

O compromisso eleitoral e a capitulação diante da política “liberal” frequentemente fazem figuras da esquerda pequeno-burguesa defenderem posições contrárias ao interesse dos trabalhadores e do povo pobre.

Nenhuma solução para a segurança pública surgirá de uma reforma parcial na estrutura do aparato repressor, ou mesmo do agrado institucional à burocracia policial. Ao apresentar essas soluções falsas ao público, a esquerda pequeno-burguesa trava o debate real e engana a população, com finalidade puramente eleitoreira.

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