Aloprados direitistas pedem volta da Monarquia

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Conforme cresce a ofensiva direitista, voltam antigas ideias reacionárias que permanecem adormecidas nos tempos de calmaria da situação política.

Rascunho automático 67

Uma das típicas ideologias reacionárias no Brasil é aquela que pede a volta da monarquia. E em tempos de polarização política, ressurgem os defensores desse anacronismo. E quais seriam os geniais argumentos de quem defende isso? Segundo a Gazeta do Povo, que fez a propaganda de que há grande popularidade na proposta, os monarquistas argumentam que o monarca é “um tipo de governante preparado desde a infância para gerenciar um país. Ele não tem medo de fazer reformas estruturais quando necessário, porque não precisa se preocupar com a reeleição. Tampouco trabalha apenas para um grupo, porque não participa de nenhum partido político. Quem seria esse homem isento e bem preparado? Um rei – ou imperador”. Além disso, os aloprados monarquistas consideram que essa seria a melhor forma de combater a corrupção (a velha bandeira demagógica da luta contra a corrupção). Eles têm inclusive cogitado nomes de pessoas para assumir. Os principais nomes são os descendentes de um dos filhos da princesa Isabel, Dom Luis Maria Filipe (1878-1920), Dom Luiz Gastão Maria José Pio de Orléans e Bragança e seu irmão Dom Bertrand de Orleans e Bragança. Ou seja, a família Orléans e Bragança considera que deve ditar as regras no Brasil.

E estão se sentindo tão confortáveis diante da crise institucional que vive o Brasil que, além de matérias favoráveis a eles na imprensa, decidiram inclusive produzir “literatura” sobre os absurdos que pensam, como por exemplo o livro “Por que o Brasil é um país atrasado?”, da autoria de Luiz Philippe de Orleans e Bragança.

No livro, o deserdado pretende revelar que após a República construiu-se um estado “autocrático” e “interventor”, que culminou com a Constituição de 1988. Sim, trata-se do defensor do estabelecimento de uma monarquia criticando a república por ser autocrática e interventora. Por mais que possa haver alguma verdade no que diz, certamente ele é a pessoa menos indicada para criticar tal fato.

Certamente Luiz Philippe e os demais Orleans e Bragança podem responder a pergunta que dá título ao livro citado acima, já que a família real de uma contribuição importante no atraso do Brasil, governando de uma forma muito diferente daquilo que os monarquistas atuais supostamente defendem. Não foi de forma alguma um governo isento e bem preparado. Foi sim um governo (como a maioria dos governos) partidário da classe dominante e que permitiu que o Brasil fosse o último das Américas a abolir o regime escravagista, regime esse que deixou marcas de atraso que até hoje existem no país.

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