Faltam elementos concretos para incriminar Lula e Dilma

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Em declaração feita ao sítio UOL e confirmada ao Estadão, o Procurador da República no Distrito Federal, Ivan Cláudio Marx afirma que a denúncia feita pelo proprietário da JBS, Joesley Batista, da existência de contas bancárias no exterior cujos beneficiários seriam os ex-presidentes Lula e Dilma Roussef para uso em campanhas eleitorais estão desacompanhadas de provas e portanto carecem de substância.

Rascunho automático 67

A declaração do Procurador confirma as dúvidas colocadas por observadores isentos desde quando a delação do empresário foi tornada pública. Desde então, até o momento atual as autoridades encarregadas de dar consequência àquela delação não deram a conhecer que encontram-se na posse de provas que confirmem a denúncia ou que se encontrem providenciando diligências para obtê-las.

A publicação da denúncia, a falta de posicionamento das autoridades encarregadas do seu encaminhamento, bem como a sua manutenção nos noticiários enquadra-se de modo perfeito no conceito de “lawfare”, que poderia ser traduzido como “guerra legal”, repetida e apropriadamente denunciada pelo advogado de Lula, Dr. Cristiano Zanin Martins.

A “guerra legal” assassina o caráter do seu alvo, confunde a opinião pública e torna aceitável ao senso comum uma possível condenação de sua vítima, sem prova alguma. É um estelionato judicial cujo método de aplicação no Brasil atual foi importado dos Estados Unidos onde é amplamente utilizada. Este detalhe menor denota um importante traço da nossa burguesia que é a falta de inventiva e preguiça até mesmo para criar as próprias torpezas.

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