O fome zero ao contrário de Doria

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Se fosse possível dizer que o golpe de Estado em curso no país foi positivo em algum sentido, isso se aplicaria no fato de que os politicos da direita e até alguns pretensos esquerdistas tiraram as suas carapuças e monstraram o que verdadeiramente pensam e como agem quando estão no poder.

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Na esquerda pequeno-burguesa temos o caso patológico dos “filhos” de Moreno (PSTU e cia), que defendem aqui e alhures os golpes de estado orquestrados pelo imperialismo.

No entanto, é na direita que o golpe assanha com maior intensidade os espíritos mais obtusos, aos estilos Bolsonaro e João Doria.

Enquanto o primeiro se vale dos discursos para defender todo tipo de atrocidade contra os trabalhares e militantes de esquerda, como os torturadores da ditadura militar, o segundo não apenas defende como coloca em prática a tortura contra a população pobre e indefesa da cidade de São Paulo.

A “ingestão” de Dória se transformou numa verdadeira calamidade pública. É uma atrocidade atrás da outra, o que daria páginas e mais páginas se fóssemos enumerar.

Fiquemos com sua última proposta do seu vastíssimo repertório de maldades contra a população.

Doria quer acabar com o sopão para os pobres! Parece brincadeira, mas é a realidade. Doria quer convencer as entidades assistenciais a não fornecerem mais alimentos para os sem-tetos na rua, mas apenas em locais fechados, uma espécie de fome zero ao contrário.

Pasmem, o prefeito que promoveu as ações crueis e degradantes contra os moradores da cracolândia, que demoliu construção como moradores dentro, que patrocina o espetáculo dos banhos gelados contra os moradores de rua, agora está preocupado com a qualidade da comida servida nos sopões, conforme divulgado pela imprensa.

De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, o obetivo do governo ao servir a comida em albergues seria o de controlar a qualidade e atrair o morador de rua para dormir, tomar banho e usar o banheiro.

Na realidade, a população de São Paulo está diante de mais um capítulo da política higienista de tipo facista da prefeitura de São Paulo. Para quem já fez o que fez, não é possível imaginar por parte do prefeito burguês algum tipo de preocupação social. Ao contrário, em tempos de golpe, essa política está mais próxima do que poderíamos imaginar dos campos de concentração alemães da 2ª Guerra Mundial.

Pela importância de São Paulo para o Brasil, a população trabalhadora brasileira tem de ter presente, que o burguês Dória está para São Paulo, assim como o golpe está para o país. Por isso que a luta contra o aprendiz de fascista Doria adquire uma importância crucial na luta contra o golpe no Brasil.

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