Adesão de 90% à greve geral de três dias na Guiné-Bissau

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A União Nacional dos Trabalhadores (UNTG), a principal central sindical da Guiné-Bissau, aponta para uma adesão superior a 90% à greve geral de três dias iniciada na última terça-feira, dia 08. A principal exigência é a justiça salarial, ou seja, o reajuste salarial para os servidores públicos e trabalhadores em geral.

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A percentagem de adesão é notória e está sendo sentida sobretudo nos serviços públicos com as principais repartições fechadas. O Palácio do Governo, onde está concentrada a maior parte dos ministérios, esteve praticamente deserto nesses dias de greve. As escolas públicas e particulares também não funcionaram, bem como os transportes públicos.

Para o Secretário Geral da União Nacional dos Trabalhadores da Guiné, Estevão Gomes Có, a greve geral iniciada na terça-feira (8) com duração de três dias tem adesão massiva dos funcionários públicos. Nas palavras dele, “tudo o que se assiste hoje, no país, é da responsabilidade do governo, por não ter cumprido o memorando de entendimento rubricado no passado dia 14 de dezembro de 2016. Como se não bastasse, o Governo não se dignou sentar-se a mesma mesa com o sindicato para explicar os motivos por que não cumpriu o acordo, portanto tudo que pode acontecer durante os três dias de greve é da responsabilidade do governo”.

A UNTG se mostrou disponível para suspender a greve desde que o Governo cumpra com as reivindicações, centradas no pagamento de salários em atraso. Porém, o sindicato acrescenta que caso o governo não atenda as exigências dos trabalhadores, nos próximos dias haverá um novo pré-aviso de greve e assim sucessivas paralisações até que as exigências sejam atendidas.

O governo, na contramão, diz que não se sentem os efeitos da greve. Na voz do ministro da Economia e das Finanças, João Aladje Fadia, “a prioridade não deve ser unicamente o pagamento de salários”. Parece que por lá também há ministros como o golpista Osmar Serraglio que ridicularizam e minimizam os efeitos da greve e organização dos trabalhadores. Declarações que sugerem, claro, senilidade.

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