XVII CONFUP: Privatizar faz mal ao Brasil

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Com o tema “Privatizar faz Mal ao Brasil”, o XVII CONFUP (Congresso Nacional da Federação Única dos Petroleiros) reuniu em Salvador cerca de 400 delegados, petroleiros e petroleiras de vários estados do país, e debateu profundamente o desmonte do Golpe de Estado, liquidação dos direitos e conquistas sociais.

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Concluído no dia 06/08 (domingo), o Congresso teve como pauta desenvolver planos de luta da categoria contra o Golpe de Estado e sua política venal, com destaque à sua principal luta que é barrar a privatização do Sistema Petrobrás, luta que está diretamente associada à preservação dos postos de trabalho e do Atual Acordo Coletivo, debateu-se também planos contra a retirada dos direitos trabalhista e previdenciário, bem como a eleição de uma nova diretoria para a FUP.

As reformas impostas pelo golpe, a terceirização de atividades fim e a desnacionalização dos ativos da Petrobrás impactam profundamente as condições de trabalho dos petroleiros. A missão do governo golpista de Temer e dos parlamentares que lhe dão sustentação no Congresso Nacional é desmontar todo o arcabouço de proteção social dos trabalhadores e, assim, aumentar os lucros dos empresários e das instituições financeiras.

O plano para cortar funcionários pelo Programa de Incentivo ao Desligamento Voluntário (PIDV), objetiva demitir mais de 12 mil funcionários, ou seja, 15% do total de 77,8 mil funcionários efetivos da Petrobras. É importante lembrar que já existe uma defasagem de funcionários da petroleira e há uma grande sobrecarga de trabalho, gerando enormes riscos de acidentes.

Desde 2016 mais de 2.000 empregos foram extintos nos 12 municípios situados no entorno da Petrobrás na Bahia, por exemplo, e a atual direção da empresa orientada pelo governo golpista de Temer tenta desmontar o que foi construído ao longo de décadas. Na Bahia esse desmonte passa pela Refinaria Landulfo Alves, pelos campos produtores de petróleo e gás no Recôncavo, onde a Petrobrás pretende vender para a iniciativa privada estes campos, passa também pela venda da FAFEN a fábrica de fertilizantes no Pólo Pretoquímico e também pelo desmonte no setor de energia com as termoelétricas e o transporte de derivados de petróleo na Transpetro.

Caberá aos petroleiros permanecerem denunciando ao povo o que está ocorrendo na Petrobrás e ainda se articulando para a tomada de ações mais contundentes contra os golpistas que assumiram a gestão da Petrobras e os golpistas que assumiram o poder no âmbito federal.

Nesse sentido, a política do governo golpista está direcionada para a total privatização das empresas públicas que representam a vanguarda do desenvolvimento econômico e tecnológico nacional. O patrimônio público é servido em uma bandeja de prata ao imperialismo norte-americano. E a única alternativa viável a este ataque é a mobilização unitária da classe trabalhadora sobre a palavra de ordem: contra o golpe de Estado e contra a entrega do patrimônio público ao capital internacional.

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