Golpistas não querem reforma pela metade!

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A crise do governo golpista de Michel Temer não tem fim. O governo já acumula um déficit nas contas públicas de mais de R$ 130 Bilhões e a falta de controle do Congresso para a aprovação da reforma da Previdência só fortalece o clima de instabilidade de um governo sem projeto e tão pouco legítimo.

Rascunho automático 67

A briga pela aprovação da reforma da Previdência só acentua o desgaste da relançar entre o executivo e o legislativo. Os donos do golpe, o capital internacional exige de Temer a aprovação da reforma trabalhista com o texto integral da proposta, no qual qualifica a idade mínima para a aposentadoria em 65 anos para os Homens e 62 anos para as Mulheres. Pela proposta do relator, a idade mínima seria de 55 anos para Homens e 53 anos para as Mulheres (com aumento progressivo de 1 ano a cada dois anos), até atingir a idade de 65 e 62 anos para Homens e mulheres respectivamente.

Outra divergências entre os golpistas é a Regra de Transição que no texto original da “reforma”, obriga todos os Homens acima de 50 anos e Mulheres acima dos 45 anos a pagarem 50% a mais de contribuição sobre o tempo a ser contribuído assim que o texto for promulgado. Algo que fere a garantia dos direitos do trabalhador uma vez que a transição não existe, o que constatamos é uma imposição.

Um dos pontos mais polêmicos da “reforma” é com relação ao tempo de contribuição para ter direito ao valor integral da aposentadoria. Pela proposta original será exigido 49 anos de contribuição, na proposta do relator seriam 40 anos. E com relação a aposentadoria especial como aposentadoria rural, os trabalhadores do campo será forçado a trabalhar até os 65 anos Homens e Mulheres, e contribuir por 25 anos com a previdência. (Vale ressalta que a lida no campo começa ainda na infância, extrapolando os 25 anos que os golpistas querem exigir em lei).

Tanto desrespeito com o trabalhador já é constatado em outros países aonde os golpistas já atuam de maneira enérgica. Como a Grécia que de 2010 até aqui já realizo 3 “reformas” contra o trabalhador Grego, exigindo que Homens e Mulheres trabalhem até os 67 anos como pré-requisito mínimo para aposentadoria e tempo de contribuição de 40 anos. Na França onde a queda de popularidade do atual Primeiro-ministro Emmanuel Macron é elevada para quem está no poder há menos de seis meses, as “reformas” por lá já foram realizadas duas vezes de 2010 até este ano e também exigem do trabalhador Frances 67 anos como idade mínima para ambos os sexos para ter acesso a aposentadoria integral e 43 anos de contribuição de maneira gradual.

Se comparar os ajustes nos dois países com o Brasil é percebido que a briga é pelo ajuste duro e não algo “meia boca”. O imperialismo exige o pagamento dessa conta pelo golpista Temer, e nessa queda de braço mais uma vez teremos denúncias contra Temer na perspectiva dele sofrer um golpe e ser demitido do governo. O alerta já foi dado pelo capital. Ou a reforma é aprovada como eles querem, ou o governo não se sustenta.

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