Rafael Braga… o querem morto

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A maioria dos presos, ao contato com os seus defensores, perguntam se foram apresentados recursos, e se eles possuem alguma chance de saírem da cadeia através do Poder Judiciário.

Rascunho automático 67

Rafael Braga é um deles e, ontem, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, seguindo seus princípios racistas e de encarceramento em massa, negou o habeas corpus do rapaz, preso em 2013, com provas plantadas, e mantido em cárcere desde então sob os mais variados pretextos.

Foi feita uma campanha de rua pela libertação de Braga. Até a imprensa burguesa começa a apresentar “os dois lados” do problema, a versão da PM e do Judiciário racistas e a verdade de Rafael Braga, que virou um símbolo da luta contra o sistema penal brasileiro.

Mesmo com a campanha em defesa de Braga, deste Partido e de outras tantas organizações, ele teve seu habeas corpus negado, no que marca a firme posição do judiciário golpista, em defesa da prisão indiscriminada dos negros brasileiros.

Para o bem da verdade é preciso dizer: a PM queria que o rapaz tivesse sido morto, que a PM mesmo o tivesse matado. O Judiciário também preferiria assim, seria um processo a menos, e não daria trabalho nos Fóruns, a direita também pensa assim, e até sabe que é sorte de Braga ainda estar vivo. É o raciocínio dos golpistas, que controlam essas organizações.  

Já não é possível acreditar no que está acontecendo com o rapaz, mas o fato revela que os outros 700 mil Bragas espalhados pelas cadeias brasileiras estão, exatamente, no mesmo inferno que passa Rafael Braga.

Não é possível fazer uma campanha apenas em defesa de Braga, é preciso lutar pelo fim desse sistema, e lutar pela eleição para todos os cargos do Poder Judiciário, que é quem chancela as ações macabras da polícia, como esta de plantar provas contra uma pessoa.

O habeas corpus de Braga foi apresentado pelo Instituto de Defensores de Direitos Humanos, e pode ser lido na íntegra aqui. Obviamente, os elementos do judiciário não o leram, se leram, desacreditaram, “não é possível libertar Braga, sob nenhuma alegação”, pensam os togados, incontroláveis, racistas.

O mesmo argumento utilizado para manter preso, por exemplo, Mumia Abu-Jamal, jornalista, ex-Pantera Negra, e que o governo dos Estados Unidos não liberta de forma alguma, mesmo que seja uma das prisões mais ilegais de todos os tempos, mesmo que exista toda prova do mundo por sua inocência.

Braga, com mais essa decisão, precisa contar com a força do movimento dos trabalhadores, de suas organizações, que estão nas ruas contra o golpe de Estado. Foi o golpe e os golpistas que prenderam Braga e os outros 700 mil, o querem morto.

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