É preciso fazer as reformas, com ou sem Temer

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Desde que a imprensa golpista vazou conversa com Joesley Batista, empresário da Friboi, percebe-se claramente que existe uma movimentação por parte dos donos do golpe no sentido de derrubar o presidente golpista Michel Temer.

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Os motivos ficam também claros: o peemedebista é uma figura muito impopular, alvo de protesto onde quer que vá; é também componente de um partido muito difuso, que combina uma ala completamente subordinada aos interesses do capital imperialista, a qual Temer faz parte, e outra que representa e é formada por personalidades ligadas à burguesia nacional, causando assim um conflito de interesses e uma base não muito sólida para a ação do golpista.

Ainda com a ofensiva a todo o vapor, com denúncias que podem derrubá-lo tramitando no Congresso, Temer tenta manter-se de pé. Para isso, tenta colocar, de qualquer maneira, a cartilha imperialista, como as “reformas de base”, principalmente da Previdência.

Temer dedicou-se, neste momento, a fazer a reforma da Previdência avançar no Congresso no sentido da sua aprovação. Vê-se quase diariamente notícias na imprensa burguesa de Temer jantando com líderes de bancadas, em reuniões, negociando a aprovação da reforma. Mesmo assim, as reformas mais cambaleiam que andam.

Diante disso, a burguesia aponta o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, herdeiro da ditadura militar, como substituto de Temer. Mas esperam o momento certo para demitir o chefe do governo golpista.

Enquanto não demitem Temer, os golpistas apoiam seus esforços em seguir o programa imperialista, cientes, claro, que seu empenho não justifica sua continuidade no cargo. É o que mostra o editorial do órgão golpista Folha de S. Paulo, em editorial desta terça (8): “Michel Temer (PMDB) arregimentou as forças majoritárias do Congresso para um programa ambicioso de reformas, conduzido, reconheça-se, com unidade e eficiência. Isso, claro, até a delação da JBS demolir a credibilidade do chefe de governo” (Folha de São Paulo, 08/08/2017, em “Pós-Temer”).

Os donos do golpe, a burguesia imperialista, precisam de alguém para realizar as “reformas” que atacam a população. Não importa quem. Já mostraram o caráter meramente operante do presidente golpista e, como nenhum indivíduo é indispensável, os ataques devem seguir com ou sem Temer.

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