Golpistas querem transformar a previdência em pó o mais rápido possível

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Em artigo da Agência Brasil do dia 3 de agosto, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, deixou claro, em reunião com investidores estrangeiros, que o governo federal espera aprovar a reforma da Previdência até outubro deste ano.

Fica claro que a rejeição da denúncia contra Temer já serve de trampolim para, se possível, enterrar os idosos enquanto vivos para não pagar previdência.

A reforma tributária será votada até novembro de acordo com o ministro.

“Se até lá a Previdência não tiver sido votada, [a tributária pode passar na frente]”, disse o ministro.

O rolo compressor vai vir para distruir todos os direitos dos trabalhadores, não importa a ordem: tem que ser rápida e tem que ser bruta.

O plano para a reforma tributária supostamente seria diminuir a burocracia, simplificando a tributação. Na verdade, porém, o essencial da reforma consiste em reduzir os impostos para empresas e operações financeiras. Se os empresários vão pagar menos, quem terá que pagar pelo Estado dos capitalistas são os trabalhadores.

Como dito em matéria desse jornal:

“Se a crise econômica exige uma nova forma de arrecadar impostos, que os trabalhadores deixem de pagar impostos sobre os salários e sobre o consumo. Os impostos sobre salários e sobre o consumo são uma forma de reduzir os salários dos trabalhadores. Os trabalhadores já são explorados nas empresas por seus patrões capitalistas. Por meio dos impostos, financiam o Estado dos capitalistas e perdem parte de seu salário, devolvem para os capitalistas parte do dinheiro recebido como salário. Os trabalhadores não devem pagar impostos sobre salário e consumo.

O imposto deve vir da especulação financeira e dos lucros dos capitalistas. A direita golpista está tentando fazer o contrário, fazendo os trabalhadores pagarem ainda mais enquanto os capitalistas passariam a não pagar quase nada do que ganham com a exploração do trabalho alheio.

Rascunho automático 67

Claro que o essencial para a burguesia seria preservado: um exército permanente e uma polícia sustentados pelos impostos dos trabalhadores, sempre prontos para reprimir a população em defesa dos poderosos. Especialmente diante do desamparo em que o povo vai ficar caso os golpistas consigam realizar toda a destruição que estão planejando.”

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