Metade das brasileiras são demitidas dois anos após licença-maternidade

Compartilhar:

Metade das brasileiras são demitidas dois anos após licença-maternidade. Isso é o que aponta pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV) com 247 mil mulheres, entre 25 e 35 anos.

Rascunho automático 67

Segundo o estudo, a demissão começa logo depois do fim do benefício, em geral de quatro meses. A demissão já no segundo mês depois do retorno ao trabalho é de 10%.

Ainda assim, o objetivo dos golpistas é eliminar a licença maternidade remunerada, diminuir ainda mais seus salários, aumentar o tempo para as mulheres se aposentarem… enfim, impor uma nova era de escravidão das mulheres. Infelizmente esse é um dos primeiros “passos” em direção ao fim da licença maternidade, um direito fundamental das crianças e suas mães.

Se os trabalhadores em geral estão com seus direitos ameaçados pelo golpe de Estado, as mulheres, mais oprimidas e superexploradas, sofrerão ainda mais as consequências da mudança do regime com a dominação da direita pró-imperialismo.

Em resposta a tudo isso, as mulheres, desde o processo de impeachment, têm cumprido um importante papel. Foram as poucas parlamentares aliadas da presidenta Dilma Rousseff que estiveram à frente da resistência ao golpe. Nas ruas, elas também estão sendo fundamentais, denunciando e enchendo as ruas junto às organizações sindicais, populares e estudantis.

Com o golpe as mulheres vão sofrer ainda mais para terem seus filhos, pois os golpistas vão reduzir os trabalhadores à semi-escravidão, e as mulheres nesse processo será “jogada” novamente ao lar e ao julgo de seus maridos.

A tarefa do momento é a criação de diversos comitês de luta contra o golpe onde é preciso organizar as mulheres para derrotar os planos golpistas, lutar pela anulação do impeachment, não à prisão de Lula.

artigo Anterior

Lutemos por Rafael Braga, ou amanhã mesmo lhe faremos companhia

Próximo artigo

Frases inolvidavel

Leia mais

Deixe uma resposta