Política fiscal golpista leva a corte de serviços públicos

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Os efeitos da política fiscal golpista começam a se fazer sentir no sucateamento dos serviços públicos. Diversos órgãos federais estão sem recursos para prestar serviços à população. O exemplo recente mais conhecido foi da Polícia Federal, que cortou a emissão de passaportes e reduziu os horários de atendimento ao público. O Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (DNIT) teve que priorizar obras, e o ICMBIO ameaça fechar alguns dos parques.

A falta de recursos tem como causa diversos fatores. A instabilidade política do gabinete golpista, aliada a uma imprevista vitória de Trump na eleição americana de 2016, não garantiu o aporte de investimentos externos esperado. Com a implementação do novo Regime Fiscal, congelando gastos do governo por 20 anos, foram feitos cortes da ordem de 4,7 bilhões de Reais. Em março, os ministros da área econômica anunciaram um contingenciamento de 42,1 bilhões no orçamento de 2017. A compra, junto ao Congresso, dos votos necessários às reformas contra o povo (fiscal,previdenciária e trabalhista) gerou ainda uma queda na arrecadação prevista – como no caso da renegociação das dívidas de estados e municípios.

Rascunho automático 67

Reflexo da mentalidade predatória e impopular do gabinete golpista é a priorização dos cortes e gastos. Em lugar de rolar as dívidas com os banqueiros, cortam-se os serviços à população. Caso o golpe não seja barrado nas ruas, este é o rumo de sua política: cortar cargos, salários de servidores e serviços públicos, sucatear o estado, deixar a população desassistida: tudo para bancar a crise financeira internacional.

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