34° Conrep da Fentect: lutar contra o golpe, a privatização dos Correios e os pelegos da Findect

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De 12 a 15 de julho próximos realiza-se em Brasília o 36° Conrep (Conselho de Representantes) da Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios).

Campanha Financeira 3

Diante da crise atual e do avanço do processo de privatização dos Correios,  os delegados estão colocados diante da tarefa de estabelecer um plano de mobilização na categoria a fim de impedir que os golpistas entreguem os Correios para os grandes capitalistas do mercado postal.

Nesse sentido a luta contra a privatização dos Correios é a luta primordial da categoria, já que a sua efetivação leva necessariamente a retirada de direitos e demissão de vários trabalhadores.

Agrava a situação o golpe de estado que foi realizado contra o governo do PT, de Dilma Rousseff, justamente para aprofundar os ataques aos direitos dos trabalhadores e a venda do patrimônio nacional, a começar pela entrega de estatais lucrativas como a Petrobrás e a ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos).

O governo do PT tentava impedir a privatização com a política de conciliação, que apesar de ser ineficiente na luta contra a privatização, levava os trabalhadores a sofrer derrotas, como a criação do Postal Saúde.

Já no governo golpista, os trabalhadores tem que combater vários ataques ao mesmo tempo, sem nenhuma piedade dos golpistas, que já anunciaram que vão demitir 25 mil trabalhadores, fechar 250 agências dos Correios, o fim do Plano de saúde, cobrança de mensalidades.

O Conrep deve em primeiro lugar aprovar que os trabalhadores dos Correios se engajem na luta contra o golpe no Brasil, para derrotar todos os golpistas e anular o impeachment.

Por isso a luta contra a privatização dos Correios e em defesa das reivindicações dos ecetistas e de todos os trabalhadores passa em primeiro lugar pela luta contra o golpe. Somente derrubando o golpe de estado é possível impedir a destruição dos Correios.

Neste sentido, a política do PSTU/Conlutas e de outros setores da esquerda pequeno-burguesa de afirmar que não houve golpe, que tudo igual só serve para enfraquecer a resistência dos trabalhadores dos Correios contra os ataques que os golpistas imprimem contra os trabalhadores.

 

Fentect é quem representa os trabalhadores

 

Os trabalhadores dos Correios tem a tarefa de unificar a categoria na luta contra a privatização da empresa.

No entanto, sindicalistas que não querem unificar a categoria, substituiu a unificação da categoria, pela unificação da burocracia sindical, “unificando” os sindicalistas da Fentect (verdadeira representação nacional dos ecetistas) com os divisionistas da Findect (federação fantasma, criada na ditadura e, hoje, comandada pelo PCdoB e PMDB).

Essa unificação serviu para aprisionar os trabalhadores dos Correios com os mais pelegos e traidores da categoria, que são os sindicalistas de São Paulo e Rio de janeiro numa aliança com o herdeiro do pelego Chico de Bauru, Gandra do PMDB.

Nas últimas campanhas salariais os diretores da Fentect entregaram a campanha salarial da categoria nas mãos dos dirigentes da Findect, principalmente dos sindicalistas de São Paulo, liderados pelo Elias Divisa, para depois reclamar de que os sindicalistas de São Paulo entregaram a campanha salarial.

A Findect é como a Força Sindical, criada pelos patrões para impedir que os trabalhadores tenha independência de classe, somente travando uma luta consequente contra esse instrumento patronal pode levar os trabalhadores a derrotar o golpe e a assim derrotar a privatização dos Correios.

A “unidade” com a Findect, equivale nos Correios, equivale à “unidade” com os pelegos golpistas e traidores da Força Sindical, no âmbito mais geral; cujos resultados podem ser vistos na aberta sabotagem da greve geral do último dia 30 de junho e na campanha da Força a favor da terceirização, da “reformas” e do diálogo com Temer (“fica Temer!”). Tanto um caso como outro, a “unidade” com os stores reacionários e patronais enfraquece a luta dos trabalhadores, divide e faz triunfar os planos da direita de privatizações e corte de conquistas dos trabalhadores.

 

Oposição foi derrotada pela política covarde da diretoria do Sintect-MG

 

A oposição dentro da Fentect, formada por três grupos, (PCO, Intersindical e Independentes) que conseguiram conquistar a direção da Fentect no Congresso de 2012 foi derrotada e desmontada pela política conciliadora e covarde da diretoria do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de Minas Gerais.

Depois de três anos de luta contra os divisionistas e agentes patronais da Findect, os sindicalistas de Minas Gerais, se colocaram contra a política do PCO, resolveram legitimar a fraude do Congresso da Fentect de 2015, que recolocaram o PT e o PSTU no controle da federação.

Em seguida, aprovaram e endossaram da política da burocracia sindical de “unidade” com os pelegos, ou seja, de entregar a campanha salarial nas mãos da Findect, dos sindicalistas pelegos de São Paulo, liderados por Elias Divisa. Para depois fazer demagogia perante os trabalhadores mineiros que fazem greve no Estado, jogando a culpa da derrota das campanhas salariais nos sindicalistas da Findect (federação fantasma).

A trajetória de capitulação dos sindicalistas mineiros aconteceu a partir da aliança que integrantes da diretoria do Sintect-MG fizeram nas eleições do Postalis (Fundo de Pensão dos Correios) apiando candidatos patronais, dos administradores e técnicos dos Correios organizados na ADCAP (Associação dos Administradores e Técnicos dos Correios), que nunca apoiaram nenhuma luta da categoria.

Somente a luta contra essa unidade contra os patrões poderá levar a reorganização da oposição e o fortalecimento da oposição.

 

Organizar a campanha na base contra o golpe, contra a privatização

 

Além de estabelecer que a luta contra a privatização passa pela unidade da categoria contra a Findect, é necessário uma campanha intensa na categoria de agitação política.

É necessária a campanha política contra o golpe na base da categoria, através de muita agitação política, colagem de cartazes, panfletagem, debates se opondo a “reformas” trabalhistas e previdenciárias e todos os ataques que os golpistas pretendem fazer contra os trabalhadores.

Os trabalhadores dos Correios não devem aceitar a política da direção da ECT de que os trabalhadores dos Correios devem aceitar as migalhas salariais, aceitar que diante da mentira de que os Correios estão no prejuízo, os trabalhadores dos Correios não merece um aumento salarial maior que a inflação do período.

Se opuser a política patronal da Findect que já anunciou que vai propagar na base da categoria que vão reivindicar apenas o reajuste da inflação na campanha salarial.

A campanha tem que ser intensa nas bases da federação fantasma (Findect), para libertar os trabalhadores dessas bases sindicais que são controlados pelos sindicalistas golpistas da Findect.

Aprovar a campanha contra o golpe, pela derrubada de todos os golpistas, a começar por Guilherme Campos, impedindo a privatização dos Correios.

 

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