Mulher negra quase tem sua filha roubada, a menina era branca…

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A estudante universitária Jamile Edaes, de 22 anos, que é negra, passou praticamente por um pesadelo com a sua filha de 1 ano e 5 meses que é branca.

O caso ocorreu em um posto entre Belo Horizonte e São Paulo, onde o marido de Jamile trabalha, e ela estava voltando de ônibus para a capital mineira. Até quando ela desceu no banheiro do posto junto com a sua filha e uma mulher se aproximou de sua filha e começou a fazer brincadeiras com a criança, até então Jamile não se importou.

Até que essa mulher começou a gritar que a criança era dela e que Jamile a estava roubando. Durante escândalo chegou um segurança para saber o que estava ocorrendo, e a mulher disse que Jamile estava roubando a criança dela, e usou até mesmo uma Certidão de Nascimento com o nome de outra criança.

E como a criança era branca e mãe negra, poucos acreditaram que ela era de fato sua filha e consideraram que Jamile estava mentindo mesmo. Com o desespero de ver a sua filha estar sendo roubada Jamile esqueceu que estava com os documentos que provavam que ela era de fato a sua filha.

Jamile conseguiu provar que ela era de fato a sua filha, mas para isso teve que mostrar a Certidão de Nascimento e fotos de sua gravidez e parto no Facebook, e acabou perdendo o ônibus em que estava pois o motorista alegou que tinha horário.

Depois do ocorrido Jamile disse que sentiu que não vai ser a última vez que sofrerá racismo.

Um estudo feito pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) relata que o casamento inter-racial continua pequeno. Casos como o de Jamile que é negra e tem uma filha branca é grande, porém para muitos é difícil de entender e acreditar que isso é possível, além do preconceito com a mulher negra de que ela estaria apenas cuidando da criança e que jamais poderia ser a mãe dela.

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O caso que ocorreu com Jamile que precisou provar de todas as formas que era mãe de fato da criança, é mais um caso de racismo no Brasil.

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