Greve geral: sair às ruas contra o golpe

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Está marcada para o próximo dia 30, sexta-feira, mais uma Greve geral convocada pela CUT, sindicatos e as outras chamadas “centrais sindicais”. Mais uma vez, o que está colocado é mais um passo para a mobilização da classe operária na luta contra o golpe.

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A greve geral do dia 28 de abril foi um passo importante. A adesão à greve assustou os golpistas e com certeza foi um dos fatos que fizeram os donos do golpe decidirem que chegou a hora de derrubar Temer e colocar outro em seu lugar. A direita pró-imperialista percebeu que, com Temer, ela corre o risco não só de não aprovar as reformas e todas as medidas contra os trabalhadores, como que há o risco de o presidente golpista ser derrubado por uma mobilização popular, o que colocaria em risco o próprio regime do golpe em seu conjunto.

Já no dia 17 de maio, a rede Globo tratou de apresentar as denúncias contra Temer, revelando as gravações entre ele e o empresário da JBS, Joesley Batista. Na ocasião explicamos que a política dos golpistas era: “derrubemos o governo antes que o povo o faça”. Depois disso, Temer e os golpistas enfrentaram uma enorme manifestação em Brasília no dia 24, quando foi preciso chamar as Forças Armadas para intervirem.

A situação da próxima Greve Geral é bem parecida. Temer sofre nova ofensiva por parte da própria direita que decidiu derruba-lo. A ala da direita pró-imperialista que quer sua queda pretende aprofundar os ataques contra o povo, colocando no lugar um governo ainda mais direitista e mais subserviente aos interesses do imperialismo.

A única coisa que pode mudar isso é a ação dos trabalhadores. Nesse sentido, a greve geral ganha mais importância, sendo ela maior ou menor do que a anterior, o fato é que é mais uma iniciativa para mobilizar os trabalhadores em torno da luta contra o golpe. É preciso inclusive alertar para a possibilidade de ser menor do que a anterior, já que dessa vez a direita tratou de usar seus infiltrados da Força Sindical para confundir o movimento, o que acabou por desmobilizar justamente no momento em que se deveria estar mais concentrado em convocar e mobilizar.

Mas o tamanho nem sempre é o fator mais importante de uma mobilização. Nesse sentido, o mais relevante é manter a mobilização permanente que tenha claramente um conteúdo anti-golpista. Como disse Vagner Freitas, presidente da CUT, em primeiro lugar não está a derrota das reformas, mas a luta contra o golpe.

Esse deve ser novamente o conteúdo que deve unificar o movimento. A luta política contra o golpe, para derrotar a direita e todos os golpistas politicamente.

 

 

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